Análise do conto "A queda da casa de Usher" de Edgar Allan Poe

3555 palavras 15 páginas
UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO
FACULDADE DE FILOSOFIA, LETRAS E CIÊNCIAS HUMANAS DEPARTAMENTO DE LETRAS CLÁSSICAS E VERNÁCULAS
DISCIPLINA: INTRODUÇÃO AOS ESTUDOS LITERÁRIOS II
DOCENTE: Profa. Sandra Nitrini

ANÁLISE DO CONTO “A QUEDA DA CASA DE USHER” – EDGAR ALLAN POE

GABRIELA LUBASCHER MIRAGAIA – 8629318
2º HORÁRIO NOTURNO

SÃO PAULO
NOVEMBRO DE 2013

O conto “A Queda da Casa de Usher”, de Edgar Allan Poe (1809-1849), foi publicado em 1839, em sua coleção de dois volumes, Tales of the Grotesque and Arabesque, traduzida para o português como Histórias Extraordinárias. A narrativa possui as características de excelência presentes em um conto gótico (gênero que Poe seguiu para
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Encontrar seu destino em "um dia de outono, escuro, sombrio, silencioso" traz algumas nuances relevantes ao sentido do texto. A estação outono é caracterizada por a queda das folhas das árvores, exatamente o que acontece com o espaço onde esse conto ocorre.
Dando sequencia na leitura da narrativa, no trecho em que o narrador diz:
Comtemplei a cena que tinha diante de mim [...] com uma completa depressão de alma, que não posso comparar, apropriadamente, a nenhuma outra sensação terrena, exceto com a que se sente, ao despertar, o viciado em ópio, com a amarga volta à vida cotidiana, com a atroz descida do véu. (Poe – Histórias Extraordinárias, 1978, pág. 7)
Podemos ver claramente, ou melhor, sentir o clima pesado do conto. Tudo especificamente designado a instigar no leitor uma tristeza, um desconforto, uma sensação de que algo não está certo, uma profunda tensão, levando-o a curiosidade de saber o que acontecerá nesse enredo tão obscuro. Já de começo vemos, então, a maestria de Poe em escrever contos, pois
Um conto é ruim quando é escrito sem essa tensão que se deve manifestar desde as primeiras palavras ou desde as primeiras cenas. E assim podemos adiantar já que as noções de significação, de intensidade e de tensão, hão de nos permitir, como se verá, aproximarmo-nos melhor da própria estrutura do conto. (CORTÁZAR, 1974, p.152)

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