Enviado por artagey
Indice
1.
Introdução
2.
História do EAD
3.
Conceitos
4.
Tendências
5. Novas
Tecnologias
6. Vantagens e
Desvantagens
7. Avaliação em
EAD
8.
Modelos de
Avaliação
9.
Conclusão
10. Bibliografia
Ensino a Distância (EAD) é um sistema de ensino
não-presencial. Ou seja, é uma forma de
aprendizagem que se dá sem a presença de professor
e sem local específico para fins educativos.
Dentro da educação a distância, temos alguns
modelos:
Presencial: na verdade este é feito de momentos
presenciais onde, há um primeiro encontro onde o professor
estabelece uma comunicação com os alunos, tentando
conhecer cada um deles e combinando formas de
comunicação (e-mail ou horas no Chat), logo
após os alunos recebem o material educacional (livros,
apostilas...). O aluno estudará em casa quando dispuser de
tempo. Neste primeiro momento presencial já se estabelece
a data do próximo encontro, onde serão resolvidas
as dúvidas sobre o que o aluno consegui aprender em casa,
após este encontro para discussões sobre o material
é feita a avaliação por meio de prova em
casa e o aluno envia para a instituição
promotora.
Mista: somente as provas e os trabalhos são feitos na
instituição;
Virtual: totalmente realizada como o auxílio da Internet, onde o aluno
não tem nenhum contato presencial com o professor, somente
há contatos através videoconferência,
páginas, e-mails e chats. O professor realiza a
avaliação do aluno através de mecanismo que
gera questões a seremrespondidas, aleatoriamente,
permitindo ainda que o aluno forneça o seu Feedback,
reveja lições que não assimilou
bem.
Qual a história do Ensino a Distância?
A Educação a Distância evoluiu através
de diversas gerações (Moore & Kearsley, 1996).
A partir da segunda metade do século XIX, a
correspondência ou o estudo em casa transformaram-se em uma
forma legítima de instrução , devido ao
desenvolvimento de serviços postais baratos na Europa e nos
Estados
Unidos. Os instrutores passaram a emitir textos, guias de
estudo e outros materiais impressos pelo correio aos estudantes
que ganharam o crédito
para terminar atribuições especifíficas com
sucesso. O modelo de
correspondência transformou-se na primeira
geração de Ensino a Distância, que é
ainda o método
predominante fora dos Estados Unidos. O
advento de universidades abertas e o uso da transmissão e
de mídia gravados representam a segunda
geração de Educação a
Distância. No final da década de 1960 e
início da década de 1970 educadores
começaram a experimentar o uso de rádio,
televisão, audiotapes e telefone em
combinação com guias de estudo e biblioteca local,
fornecendo oportunidade educacional a estudantes que antes se
encontravam geograficamente isolados de qualquer tipo de
instrução.
Desde o início este tipo de ensinamento teve que enfrentar
a desconfiança que seria uma oportunidade de menor
aprendizado, e que o desenvolvimento de um sistema mais
flexível e dinâmico seria muito mais atrativo.
Vale destacar que a educação epistolar utilizada
pela educação a distancia por correspondência
tem servido de base para as diversas opções que tem
se materializado neste campo e que geralmente pretendem ampliar o
acesso ao ensino, fruto de uma nova atitude pedagógica,
que coloca o aluna em primeiro lugar e a
instituição em segundo lugar, devemos lembrar que
existe em primeiro lugar uma fila cada vez maior para as
instituições que efetuam o ensino a distancia, a
qual não deixa de ser um desafio mundial a
implementação da mesma.
A primeira tecnologia que permitiu o EAD foi a escrita. A
tecnologia tipográfica, posteriormente, ampliou
grandemente o alcance de EAD. Mais recentemente, as tecnologias
de comunicação e telecomunicações,
especialmente em sua versão digital, ampliaram ainda mais
o alcance e as possibilidades de EAD.
A invenção da escrita possibilitou que as pessoas
escrevessem o que antes só podiam dizer e, assim, permitiu
o surgimento da primeira forma de EAD: o ensino por
correspondência. As epístolas do Novo Testamento
(destinadas a comunidades inteiras), que possuem nítido
caráter didático, são claros exemplos de
EAD. Seu alcance, entretanto, foi relativamente limitado –
até que foram transformadas em livros.
O livro é, com certeza, a tecnologia mais importante na
área de EAD antes do aparecimento das modernas tecnologias
eletrônicas, especialmente as digitais. Com o livro (mesmo
que manuscrito) o alcance do EAD aumentou significativamente em
relação à carta.
Com o aparecimento da tipografia, entretanto, o livro impresso
aumentou exponencialmente o alcance do EAD. Especialmente depois
do aparecimento dos sistemas postais
modernos, rápidos e confiáveis, o livro tornou-se o
foco do ensino por correspondência, que deixou de ser
epistolar.
Mas o livro, seja manuscrito, seja impresso, representa o segundo
estágio do EAD, independentemente de estar envolvido no
ensino por correspondência, pois ele pode ser adquirido em
livrarias e através de outros canais de
distribuição. Com o livro impresso temos, portanto,
a primeira forma de EAD de massa.
O surgimento do rádio, da televisão e, mais
recentemente, o uso do computador
como meio de comunicação vieram dar nova
dinâmica ao ensino à distância. Cada um desses
meios introduziu um novo elemento ao EAD:
Não resta dúvida, portanto, de que o EAD é hoje possível em uma escala nunca antes imaginada. Mas nem tudo que é possível vale a pena fazer. Por isso, vamos discutir a justificativa de EAD no contexto atual.
É um método
racional de compartilhar conhecimento, habilidades e atitudes
através da aplicação da divisão do
trabalho e de princípios organizacionais, tanto pelo uso
extensivo de meios de comunicação, quanto,
especialmente, pelo propósito de reproduzir materiais
técnicos de alta qualidade, os quais tornam
possível instruir um grande número de estudantes ao
mesmo tempo. É uma forma industrializada de ensinar e
aprender.
É um modo apropriado para atender a grandes contingentes
de alunos de forma mais efetiva e sem risco de reduzir a
qualidade dos serviços oferecidos.
A designação Ensino a Distância ( EAD ),
aplica-se (em termos de uma definição
rápida) ao conjunto de métodos,
técnicas e recursos, postos
à disposição de populações
estudantis dotadas de um mínimo de maturidade e de
motivação suficiente para que, em regime de
auto-aprendizagem, possam adquirir conhecimentos ou
qualificações a qualquer nível. Baseia-se
tudo isto na idéia comprovada de que qualquer adulto, a
quem não faltem os conhecimentos de base
necessários à
aquisição de conhecimentos mais avançados,
pode aprender por si próprio, sem se postular a
existência de uma relação direta professor/
aluno, desde que lhe seja fornecido a totalidade dos elementos
didáticos associados ao aprendizado de uma dada disciplina:
textos de base e complementares, indicações
bibliográficas, exercícios e trabalhos de
aplicação, várias formas de
clarificação ou ilustração da
matéria e, finalmente, elementos para
avaliações parciais e finais.
O que é Educação a Distância? Educação a Distância difere da educação tradicional no que tange a dois principais aspectos:
2. A comunicação entre instrutores e
estudantes se dá mediante tecnologia. Essas
diferenças representam significantes
implicações para o desenvolvimento e para a maneira
como o ensino será transmitido. Uma nova
educação a distância não é
apenas uma aula tradicional com novos recursos
tecnológicos, ela requer um considerável
esforço de um time de instrutores, pedagogos,
técnicos, administradores e estudantes.
No quadro abaixo detalhamos algumas das principais
diferenças entre a educação a distancia e a
educação presencial.
|
EDUCACAO A DISTANCIA |
EDUCACAO PRESENCIAL |
|
O professor e os estudantes podem não estar presentes fisicamente no mesmo espaço e no mesmo tempo. |
O professor e os estudantes estão fisicamente no mesmo lugar |
|
Para que a comunicação de produza e necessário criação de elementos mediadores entre o professor e o aluno. |
E feita uma lista de presença porque se restringe a aula a uma hora e local |
|
Elimina a rígida fronteira de espaço e tempo que impõe o paradigma da sala de aula tradicional. |
Grande parte do conhecimento se arquiva em papel |
|
Demostra que os participantes podem aprender sem estar agrupados no mesmo local e ao mesmo tempo. |
|
|
Utilização de tecnologias de comunicação e de computação para permitir a comunicação entre professor e aluno e transmitir conteúdos educativos; |
|
|
Comunicação em via dupla, em que o estudante pode interagir com o professor, com os outros estudantes e com a instituição; |
|
|
Possibilidade de encontros ocasionais com propósitos didáticos (prática laboratorial) e de socialização. |
A informática tornou-se essencial a todas as
áreas e os professores que viravam as costas para a EAD,
começam hoje, até por uma questão de
sobrevivência profissional, a se interessar. Daí
para descobrir as possibilidades que oferece como complemento ao
ensino presencial e à EAD, é um passo. Interessante
é destacar que, principalmente nas novas
gerações, há quem confunda EAD com Informática Educativa, desconhecendo todo o
passado da EAD e os outros meios que utiliza além da
informática.
Os professores das novas tecnologias na educação,
no futuro, irão considerar a concepção da
aprendizagem como o processamento de informações em
lugar de acumulação das informações,
sobre a base do princípio segundo o qual os conhecimentos
não se assimilam nem se reproduzem, e sim que se costroem
e recostroem ( análise contínua ).
Em consequência os docentes deverão se converter em
verdadeiros estimuladores e facilitadores da criatividade do
pensamento crítico e lógico, assim como, em
mediadores entre o conhecimento, a informação e os
aprendizes.
O potencial que as novas tecnologias de
comunicação e informação proporcionam
ao ser humano e a sociedade como um todo, tem a ver com a rapidez
do processamento da informação e o maior volume da
mesma, com fácil acesso, disposição,
intercâmbio e transformação da
informação.
O surgimento das novas tecnologias, como a
computação, multimídia e as redes de alta velocidade,
tem criado novas possibilidades de desenvolvimento
tecnológico. Sua aplicação nos processos de
ensino-aprendizado como um apoio eficiente no manejo desta
informação, determinam estratégias de
instrução diferentes das tradicionais salas de aula
com presença direta.
A tecnologia multimídia junto com o uso das redes telemáticas
são consideradas como a nova revolução da
informática no processo de ensinar-aprender, isto se deve
a sua facilidade para utilizar as telecomunicações
e a televisão, criando ambientes que se integram aos
distintos meios de comunicação empregados pelo
homem para transmitir uma mensagem, tais como, texto,
gráficos, imagens, sons e vídeo.
O uso e aplicação das novas tecnologias nos
diversos campos da atividade humana e social exigem reconhecer os
impactos e transformações que ocasionam, assim
como, ver a forma em que estas novas tecnologias serão
aproveitadas para fornecer um aprendizado contínuo, um
aprendizado a distância com baixo controle de quem aprende,
a fim de resolver problemas que
as limitações econômicas e de recursos
educativos ocasionam, principalmente em sociedades
menos desenvolvidas.
Segundo Maria Christina Zentgraf, doutora em
educação pela UFRJ, foi Professora-Adjunta da
Faculdade de Educação da UERJ. Atualmente é
consultora da Associação Brasileira de Tecnologia
Educacional (ABT), Professora Associada junto ao Programa de
Teleducação da Universidade Castelo Branco,
Professora do Curso de Especialização em
Educação a Distância da UniCarioca e do
CEP/UFRJ, as novas tecnologias são sempre
transitórias. Hoje é a informática,
são os cursos virtuais;
ontem eram os módulos de ensino, a instrução
programada, o rádio, a televisão. Os educadores
devem estar sempre se preparando para incorporar as novas
tecnologias a seu cotidiano. No caso específico da EAD, as
novas gerações de recursos tecnológicos
vão se incorporando ao já existente, sem
eliminá-lo. Assim é que vemos hoje no Brasil desde o
ensino por correspondência até os cursos virtuais,
atendendo a diferentes clientelas.
Pedro Paulo Poppovic, em artigo para a revista Em
Aberto afirma que "Em relação às novas
tecnologias, cerca de 10% dos professores são altamente
motivados enquanto 15% são totalmente
contrários a elas.
Entre esses extremos, encontram-se 75% cuja adesão
é fundamental para o êxito de qualquer projeto
inovador. Para a alfabetização tecnológica
dos professores, os 10% predispostos ao uso da tecnologia
constituem peça importante no sentido de demonstrar aos
colegas que as novas formas ajudarão a aperfeiçoar
a sua prática pedagógica apesar de exigirem um
esforço de adaptação. Além disso,
todos nós sabemos que se faz necessário incentivo
material para que os professores possam adquirir equipamentos e
participar de treinamentos, Entretanto, o aprofundamento em uma
ou outra tecnologia vai ser determinado pelo cursista. No meu
ponto de vista, é impossível dominar com
competência as diferentes mídias.".
A questão da elitização em decorrência
das novas tecnologias é motivo de
preocupação até em países ricos como
os Estados Unidos. No caso específico do Brasil, foi
anunciado no Jornal do Brasil do ano de 2001, que um novo
programa do
governo deverá aplicar R$ 500 milhões para
popularizar a rede global de computadores. O programa tem como
objetivo
evitar a consolidação de um novo fosso entre os
países ricos e pobres e no caso específico do
Brasil, entre os que têm acesso e os que não
têm às novas tecnologias. Segundo o artigo o governo
pretende criar condições de acesso a internet para
36 milhões de brasileiros, isto é 20% da
população do país; hoje pouco mais de 1,2%
da população são usuários individuais
da internet.
Atualmente existe uma grande preocupação a
nível docente sobre as condições, normas e
estruturas que devem ter as instutuições educativas
para conseguir que seus alunos estejam preparados para o mundo
tecnológico a que se enfrentam, se requer um regulamento
de estrutura básica, que sirva de guia para os que
desenvolvem o currículo, os facilitadores e os que tomam
decisões relacionados com a
educação.
Vemos sem o temor de errarmos
qual é a tendência das novas tecnologias, devemos
preparar nossos futuros estudantes para que possam manejar e
aproveitar as novas modalidades de produtividade, as melhorias de
qualidade de vida e o uso dos
recursos tele-informativos.
Podemos citar como exemplo que vem dando certo a Universidade
Federal de Sta. Catarina, pioneira no uso de novas tecnologias no
EAD. Ela vem desenvolvendo na área de
educação formal, cursos de mestrado e doutorado,
autorizados pela CAPES (Coordenação de
Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior),
apesar de não estarem ainda regulamentadas estas
modalidades de cursos a distância. Segundo declarou o Prof.
Vianey, um dos membros da implantação desse sistema
na UFSC, o fator determinante dessa autorização,
foi o uso da videoconferência, no programa.
Não resta a menor dúvida de que o EAD tem maior alcance do que o ensino presencial. Por mais que se critiquem os Telecursos da Fundação Roberto Marinho/FIESP, não há como duvidar do fato de que eles alcançam muito mais pessoas, com os mesmos investimentos e recursos, do que se fossem ministrados presencialmente. O mesmo se pode dizer (embora em grau ainda menor) em relação a cursos ministrados pela Internet.
Quanto à razão custo/benefício
a questão é um pouco mais difícil de
decidir.
O custo de desenvolvimento de programas de
EAD de qualidade (que envolvam, por exemplo, televisão
ou mesmo vídeo, ou que envolvam o uso de software
especializado) é extremamente alto.
Além disso, sua distribuição,
oferecimento e ministração (ou "entrega", termo
que traduz literalmente o Inglês "delivery")
também têm um custo razoável. Se eles
forem distribuídos através de redes de
televisão comerciais o custo de transmissão
pode ser ainda mais alto do que o custo de desenvolvimento,
com a desvantagem de ser um custo recorrente.
Por isso, esses programas
só oferecem uma razão custo/benefício
favorável se o seu alcance for realmente significativo
(atingindo um público, talvez, na casa dos
milhões de pessoas).
É verdade que o custo de desenvolvimento pode ser
rateado pelos vários oferecimentos ou
ministrações ("deliveries"). Um programa de EAD
bem feito pode ser oferecido e ministrado várias vezes
sem que isso afete o custo de desenvolvimento. O único
componente de custo afetado pelo oferecimento e
ministração recorrente de um programa de EAD
é o de distribuição (entrega), fato que
torna o custo de desenvolvimento proporcionalmente mais
barato, por oferecimento e ministração,
à medida que o número de oferecimentos e
ministrações aumenta. Se o custo de entrega for
alto, porém, essa redução proporcional
do custo de desenvolvimento ao longo do tempo pode não
ser tão significativa.
Muitas das instituições interessadas em EAD
hoje estão procurando "atalhos" que reduzam o custo de
desenvolvimento. Infelizmente isso dificilmente se dá
sem que haja uma redução na qualidade. Em vez
de usar meios de comunicação caros, como
televisão e vídeo, essas
instituições empregam predominantemente texto
no desenvolvimento do curso e o distribuem através da
Internet (com um custo relativamente pequeno, tanto no
desenvolvimento como na entrega). Além disso, para
não aumentar o custo de desenvolvimento, o texto
é muito pouco trabalhado, consistindo, muitas vezes,
de textos que não foram elaborados com esse tipo de
uso em mente, mas sim para ser publicados em forma impressa.
Desta forma, o EAD acaba não passando de um ensino por
correspondência em que os textos são
distribuídos pela Internet e não pelo correio
convencional.
É verdade que freqüentemente se procura agregar
algum valor aos
textos disponibilizados oferecendo-se aos aprendentes a
possibilidade de se comunicarem com o ensinante, com o autor
do texto (caso não seja ele o ensinante) ou mesmo uns
com os outros via e-mail (correio eletrônico) ou
chat
(bate-papo eletrônico). (E-mail é uma forma de
comunicação assíncrona, enquanto o chat
é uma forma de comunicação
síncrona).
Quando o EAD é entendido apenas como
disponibilização remota de textos, ainda que
acompanhado por e-mail e chat, é de crer que a sua
razão custo/benefício, quando comparada
à do ensino presencial, seja bastante favorável
– mas há uma potencial queda de qualidade no
processo.
É preciso registrar aqui, entretanto, que, se os
textos disponibilizados forem preparados para se adequar ao
meio, sendo enriquecidos por estruturas de hipertexto,
anotações, comentários,
glossários, mapas de
navegação, referências (links) para
outros textos igualmente disponíveis, que possam
servir como como discussões ou complementos dos textos
originais, a eficácia de EAD aumenta
consideravelmente.
Dado o fato de que EAD usa tecnologias de comunicação tanto síncronas como assíncronas, não resta dúvida de que, no caso das últimas, tanto os ensinantes como os aprendentes têm maior flexibilidade para determinar o tempo e o horário que vão dedicar, uns ao ensino, os outros à aprendizagem. Recursos como páginas Web, bancos de dados, correio eletrônico, etc. estão disponíveis 24 horas por dia sete dias por semana, e, por isso, podem ser usados segundo a conveniência do usuário.
É neste ponto que os defensores de EAD colocam
maior ênfase. Eis o que diz Octavi Roca, no artigo "A
Autoformação e a Formação à
[sic] Distância: As Tecnologias da Educação
nos Processos de Aprendizagem", publicado no livro Para Uma
Tecnologia Educacional, organizado por Juana M. Sancho (ArtMed,
Porto Alegre, 1998):
"Na maioria dos profissionais da educação já
existe a consciência de que cada pessoa é diferente
das outras, que cada uma tem as suas necessidades
próprias, seus objetivos
pessoais, um estilo cognitivo determinado, que cada pessoa usa as
estratégias de aprendizagem que lhe são mais
positivas, possui um ritmo de aprendizagem específico,
etc. Além disso, quando se trata de estudantes adolescentes
ou adultos, é preciso acerescentar novos elementos, como
as diferentes disponibilidaddes horárias, as
responsabilidades adquiridas ou o aumento da capacidade de
determinação pessoal de necessidades e objetivos.
Assim parece óbvio que é preciso adaptar o ensino a
todos estes fatores.
Esta reflexão não é nova. As
diferenças sempre têm sido reconhecidas. Mas, antes,
eram vistas como um problema a ser eliminado, uma dificuldade a
mais para o educador. Em uma fase posterior, considerava-se que
esta diversidade devia ser considerada e isso já bastava.
No entanto, agora se considera que é a partir daí
que devemos organizar a formação e é nos
traços diferenciais que devemos fundamentar a tarefa de
formação: as capacidades de cada pessoa representam
uma grande riqueza que é conveniente aproveitar.
Parece que, neste caso, na inovação que isto tudo
representa, agirão em conjunto, tanto aqueles que se
dedicam à pesquisa dos aspectos mais teóricos como
aqueles que têm responsabilidades diretas na atividade de
formação. Estes dois grupos, às
vezes com pouca comunicação entre si,
começam a mostrar um interesse convergente no trabalho
dirigido a proporcionar uma formação cada vez mais
adaptada a cada pessoa em particular" [p.185].
Seria possível implementar essas características desejáveis que aqui
se atribuem ao EAD em programas de ensino presencial? À
primeira vista, parece possível, mas é
forçoso reconhecer que é difícil -- a menos
que a escola seja, de certo modo, reinventada .
Ou vejamos.
A escola (como hoje a conhecemos) não pode seriamente
levar em consideração as necessidades, os
interesses, o estilo e o ritmo próprio de aprendizagem de
cada aluno, de modo a proporcionar a cada um uma
formação adaptada a ele, porque esse tipo de ensino
personalizado e individualizado se choca com o pressuposto
básico da escola, a saber: a
padronização.
Esperar da escola que produza formação adaptada
às necessidades, aos interesses, ao estilo e ao ritmo de
aprendizagem próprio de cada um de seus alunos é
equivalente a esperar que de uma linha de montagem de uma
fábrica de automóveis saiam carros personalizados e
individualizados para cada um dos clientes que vai
adquiri-los. Não dá: a linha de montagem, como a
conhecemos, foi feita para padronizar, para permitir que sejam
feitos, com rapidez e eficiência, carros iguais, na verdade
basicamente idênticos. A escola que conhecemos foi
inventada para fazer algo semelhante em relação aos
seus alunos: nivelá-los, dando-lhes uma
formação padronizada básica, de modo que
todos, ao se formar, tenham se tornado tão parecidos uns
com os outros a ponto de se tornarem funcionalmente
intercambiáveis. Qualquer grau de
diferenciação que os alunos preservem ao final de
sua escolaridade terá sido mantido a despeito da escola,
não como decorrência de seu trabalho .
A escola, como a conhecemos, representa um modelo de
promoção da educação calcado no
ensino, que foi criado para a sociedade industrial (em que a
produção em massa era essencial) e que não
se adapta bem à sociedade da informação e do
conhecimento – na verdade é um obstáculo a
ela .
e. Interatividade
Quando o curso é bem projetado e executado o aluno tem
garantida a interatividade com professores evitando assim, ao
máximo, o isolamento e realizando uma aprendizagem
colaborativa. É um processo mais motivante e
prático, agradável e interativo, já que
permite o uso de apresentações multimídia
assim como a exploração de documetnos e outros
meios, ademais reforça a capacidade de leitura, escrita e
planejamento e resolução de problemas.
Estimula o trabalho cooperativo entre professores, alunos e
administradores que levam a interesses e experiências
comuns.
Intercâmbio de informações a nível
internacional e nacional com outras organizações,
mediante o acesso a internet.
F. Capacitação tecnológica
Permite o treinamento dos professores e alunos com as novas
tecnologias, da informação e
computacionais.
Desvantagens
A EAD no Brasil, desde a Lei 5692/71 até o advento da Lei
9394/96 tinha no ensino supletivo a única possibilidade
legal de se realizar na área educacional. Provavelmente
tenha sido este o motivo de ter penetrado no imaginário
dos profissionais da educação e até mesmo na
sociedade em geral com a mesma conotação dada ao
ensino supletivo, isto é, um ensino de segunda
categoria.
Tendência muito comum, nos cursos on-line, de se transferir
simplesmente um curso presencial ou a distância baseado em
material escrito para o virtual, o que descaracteriza o meio.
Impede a interatividade, a participação ativa do
aluno, a aprendizagem colaborativa.
Perda da dimensão pessoal que, se não
necessária ao ensino em si, é essencial ao ensino
eficaz.
Distribuição inadequada dos conteúdos,
muitas vezes excessivos, o que provoca grande
evasão.
O processo de avaliação inclui uma grande
variedade de evidências que vão além do
tradicional exame final de lápis e papel.
A avaliação é considerada uma das principais
etapas no processo de ensino e aprendizagem, etapa que não
pode ser desvinculada de todas as outras do processo. Além
disso, pode-se dizer que a avaliação dos alunos
deve ser feita a todo momento, durante todo o desenrolar do
processo de ensino e aprendizagem. A avaliação
é uma atividade-meio e não uma atividade-fim que
servirá apenas para a análise e
detecção de problemas no aprendizado dos alunos
através de seus resultados.
Em aulas presenciais, o processo de avaliação vai
muito além do tradicional exame lápis e papel.
Além dos mecanismos formais de avaliação, os
professores costumam usar mecanismos complementares de
avaliação, como a observação da
expressão facial do aluno, a sua
participação em aula, as perguntas que
reforçam o material apresentado, etc. Desta forma, o
professor vai ajustando os procedimentos de ensino, de forma que
melhor possa avaliar e observar a evolução do
aluno.
Já na Educação a Distância, os
professores estão deixando de lado os mecanismos
complementares de avaliação, devido ao fato de
não terem, de forma acessível, mecanismos que
possam auxiliá-lo neste trabalho, e também porque
muitos professores tem se acomodado e utilizado somente os
processos formais para avaliação.
Dependendo do enfoque dado na educação, temos
diverentes formas de avaliação:
|
Enfoque |
Forma de Avaliação |
|
Tradicional |
Verificação de curto e longo prazo; Punição |
|
Libertadora |
Verificação direta da aprendizagem é desnecessária |
|
Progressista |
A avaliação é realizada a qualquer momento (diagnosticar falhas); observação de desempenho; valorização de outros instrumentos que não a "prova" |
8. Modelos de Avaliação
No livro "Evaluating Training Programs", Donald L.
Kirkpatrick mostra 4 níveis em que a
avaliação de um programa de treinamento é
feita:
Nível 1: Reação.
Neste momento é medida a satisfação do aluno
com o processo de aprendizagem. Se o aluno está gostando
ou não do programa de treinamento.
Nível 2: Aprendizado.
Determina se novos conhecimentos e habilidades foram
assimiladas.
Nível 3: Comportamento.
Verifica se o aluno está aplicando corretamente o que
aprendeu.
Nível 4: Resultado.
Determina se os objetivos do aprendizado foram
alcançados.
São conhecidas 3 formas de avaliação:
Somativa, Diagnóstica e Formativa.
A Somativa, ocorre ao final da instrução com a
finalidade de verificar o que o aluno efetivamente aprendeu,
visando a atribuição de notas. Ela inclui
conteúdos mais relevantes e os objetivos mais amplos do
período de instrução. Fornecendo feedback ao
aluno e presta-se a comparação de resultados
obtidos com diferentes alunos, métodos e
materiais de ensino.
A Diagnóstica, tem por finalidade verificar se o aluno
possui determinadas habilidades básicas, determinar que os
objetivos de um curso já foram dominados pelo aluno,
agrupar alunos conforme suas características e encaminhá-los a
estratégias e programas alternativos de ensino. Busca a
identificação das causas não
pedagógicas dos repetidos fracassos de aprendizagem,
promovendo o encaminhamento do aluno a outros especialistas
(psicólogos, orientadores educacionais, entre outros).
A Formativa busca o atendimento às diferenças
individuais dos alunos e a prescrição de medidas
alternativas de recuperação das falhas de
aprendizagem. Identifica as falhas dos alunos e quais os aspectos
da instrução devem ser modificados, fornecendo
feedback ao professor e ao aluno do que aprendeu e do que precisa
aprender. É a mais significativa para a
Educação a Distância.
Recursos disponíveis para a
Avaliação
Na avaliação devem ser considerados vários
aspectos: o conhecimento técnico adquirido, a
motivação, criatividade e autonomia dos alunos, bem
como a colaboração e contribuições.
Para tal, o uso de alguns recursos ajudam a avaliar estes
aspectos:
Edição de textos
Registros de
Log-in
Videoconferência
Grupos de
Discussão
E-mails
Fóruns
Chats
Ferramentas de apoio
Os alunos de um curso a distância devem ter
disponíveis algumas ferramentas de apoio, como por
exemplo:
Compactador / Descompactador de arquivos
Leitor de arquivos em formato PDF
Software para
executar arquivos de som e vídeo
Buscador de programas e arquivos na Internet
Etc.
Sabendo que a evolução tecnológica
permanente e ativa exige uma evolução na
formação humana a universidade deverá formar
recursos
humanos com um nível ético e moral
comitativamente com a evolução tecnológica,
capazes de desenvolver e aplicar tecnologias próprias
necessárias para cobrir novas demandas e desta forma
superar a situação de ser simples importador e
consumidor de
informação e tecnologia.
É necessário planificar a aplicação
de novas tecnologias nas diferentes áreas da
educação superior a fim de tomar decisões
adequadas que garantam as relações custo
benefício e a otimização do uso intenso das
mesmas, assim como prever a manutenção destes
recursos para garantir sua produtividade e eficiência.
As tecnologias da informação devem usar em sua
justa proporção o desenvolvimento
tecnológico, econômico e social preservando e
fomentado a identidade cultural, por outro lado, os centros de
informação armazenam e administram não
somente informações científicas e técnicas,
mas também cultural, convertendo-se automaticamente em
promotores de uma identidade cultural
Em EAD, avaliar significa, portanto, medir a qualidade de
processos abrangentes, a partir de critérios como
consistência, previsibilidade, motivação,
envolvimento, performance, capacidade de articular conhecimentos,
de comunicar-se e estabelecer relações. Isso
ajudará a preparar o cidadão da era do
ciberespaço: como a matéria-prima da
produção será a informação, e
os conteúdos da formação inicial se
tornarão rapidamente obsoletos, ele deverá ser um
profissional capaz de aprender sempre; um ser consciente e
crítico, que dialogue com as diferentes culturas e os
diversos saberes, que saiba trabalhar de forma cooperativa e
que seja flexível, empreendedor e criativo para
administrar sua carreira e sua vida pessoal, social e política.
Autor:
Trabajos relacionados
Ver mas trabajos de Educacion |
|
Nota al lector: es posible que esta página no contenga todos los componentes del trabajo original (pies de página, avanzadas formulas matemáticas, esquemas o tablas complejas, etc.). Recuerde que para ver el trabajo en su versión original completa, puede descargarlo desde el menú superior.
Todos los documentos disponibles en este sitio expresan los puntos de vista de sus respectivos autores y no de Monografias.com. El objetivo de Monografias.com es poner el conocimiento a disposición de toda su comunidad. Queda bajo la responsabilidad de cada lector el eventual uso que se le de a esta información. Asimismo, es obligatoria la cita del autor del contenido y de Monografias.com como fuentes de información.
Ingrese el e-mail y contraseña con el que está registrado en Monografias.com