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Asma e atividade física em crianças

  1. Resumo –abstract -resumen
  2. Lista de abreviaturas
  3. Introdução
  4. Revisão de literatura
  5. Prevalência da asma
  6. Relação da asma com a atividade física
  7. Conclusão
  8. Referências bibliográficas

RESUMO

Este estudo é uma revisão de literatura em que se procurou descrever o pensamento de vários estudiosos cujos textos enfatizam o tema "asma e atividade física em crianças". A asma é um problema de saúde pública que afeta a vida de milhões de pessoas no mundo inteiro. Atinge ambos os sexos, todas as faixas etárias e todos níveis socioeconômicos.

A alta prevalência da doença, apontada por pesquisadores, médicos, pneumologistas, organismos governamentais e não-governamentais, é uma preocupação em vários lugares do mundo. No Brasil e no Rio Grande do Sul não é diferente. Atualmente existem vários programas e iniciativas que tentam reduzir esses índices. O entendimento dos conceitos ligados à asma, a sua descrição e a relação da atividade física em crianças são de suma importância na abordagem dos problemas inerentes à doença.

Portanto, muitos estudos que investigaram esse tema podem e devem ser considerados em prol de ações práticas – principalmente os relacionados às atividades físicas na infância, que ajudam a desmistificar os temores e esclarecer os benefícios que podem advir de tais atividades. Deseja-se que mais estudos sejam realizados com vistas à minimização do problema.

Palavras-chave: asma em crianças, prevalência da asma e atividade física

ABSTRACT

This study is a literary review in which the description of some studious thoughts is fulfilled, and the texts studied here are about "Asthma and the Physical Activities for Children". Asthma is a public health problem which affects lives of million of people all over the world. Both sexes, male and female, every age range and socio-economic levels are affected by this disease.

The great prevalence of this disease, according to researchers, doctors, pneumologists, non-governmental and governmental bodies, is seriously concerned all over the world. It is not different here in Brazil and in Rio Grande do Sul. Nowadays there are a lot of programs trying to reduce those indexes. It is also very important to understand the concepts related to asthma, its description and its causes to physical activities for children. A lot of studies used to inquire about this topic must be taken into consideration in favor of practical actions – mainly those studies related to physical activities in childhood, which help to clarify the benefits of these activities. More studies about this topic must be done aiming to minimize the problem.

KEY WORDS: asthma in children; asthma prevalence; physical activities.

RESUMEN

El presente estudio es una revisión de la literatura en que se buscó describir pensamientos de algunos eruditos que habían producido los textos con énfasis alrededor del tema "asma y actividad física en niños". El asma como enfermedad es un problema de salud pública que afecta la vida de millones de personas en el mundo entero, alcanzando todas las edades y todos los niveles socio-económicos.

El gran predominio de la enfermedad señaló para algunos eruditos, doctores, pneumologistas, los organismos gubernamentales y no-gubernamentales que es una preocupación en algunos lugares del mundo y del él no son diferentes Brasil y Rio Grande do Sul. Actualmente, algunas iniciativas y programas existen en este intento para reducir los índices de asma de aparecimiento en algunas regiones y que afectan las clases masculinas y femeninas.

El acuerdo entendido de los conceptos del asma, su descripción y la relación de la actividad física en niños, son de importancia extrema para ayudar en estos problemas inherentes a la enfermedad. Por lo tanto, muchos estudios que habían investigado este tema pueden y deben ser considerados en favor de acciones prácticas, relacionó principalmente la actividad física en niños que ayudan a hechar abajo el mito y dice claramente de las ventajas que pueden suceder de tales actividades, contribuyendo junto con otros cuidados, que no tienen que ser excluidos a los portadores de la enfermedad asma. Es siempre deseable que más estudios sean llevados para la contribución en la reducción de este problema de salud pública que está presente en las realidades más diversas.

DESCRIBERS: asma en niños, preponderancia del asma y de la actividad física.

LISTA DE ABREVIATURAS

AIE Asma induzida pelo exercício

ATS American Thoracic Society

BIE Broncoespasmo induzido pelo exercício

CID Classificação Internacional de Doenças

CIS Centro de Informações a Saúde

DPOC Doença pulmonar obstrutiva crônica

HLA Health Latin America

HRB Hiper-responsividade brônquica

ISAAC International Study of Asthma and Allergies in Childhood

OMS Organização Mundial de Saúde

PEA Projeto Educação em Asma

PNCA Programa Nacional de Controle da Asma

SBPT Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia

SUS Serviço Único de Saúde

INTRODUÇÃO

Como em diversas áreas de estudos das ciências da saúde, os médicos pneumologistas vêm apresentando, através de estudos epidemiológicos, resultados científicos que apontam expressivos índices de doenças respiratórias que têm afetado a população mundial. Entre esses estudos, merece atenção especial a alta prevalência de asma, doença que acomete pessoas do mundo inteiro, de ambos os sexos e das mais variadas faixas etárias.

Tendo em vista sua significativa incidência sobre a população, a asma é considerada um problema de saúde pública e, como tal, é enfrentada em todo o mundo por governos e autoridades ligadas aos setores da saúde.

De acordo com fontes de 2004 da Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia, a prevalência média da asma no Brasil é de 20%. Entre as doenças, ela é a quarta maior causadora de hospitalização no País.

A asma é entendida como uma doença crônica e de caráter recorrente às vias aéreas, as quais torna hiper-irritáveis e hiper-sensíveis (SAFRAN, 2002). Diversos agentes, tais como poluição, cigarro, alérgenos, entre outros, contribuem com a doença.

No Brasil, a exemplo de vários países, a incidência de asma tem merecido atenção de diversos setores sanitários. Conforme dados do Ministério da Saúde do ano de 2004, 10% da população brasileira apresenta os sintomas da doença, enquanto a Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia (SBPT) estima serem gastos mais de R$ 200 milhões para cobrir as quase 400 mil internações hospitalares de pacientes asmáticos. Conforme o SBPT, a cada ano dois mil brasileiros morrem em conseqüência da moléstia.

De acordo com estudos da Health Latin América (2001), uma das características predominantes da doença é que, em cinqüenta por cento dos casos, ela aparece antes dos dez anos de idade, tendo maior incidência sobre crianças do sexo masculino.

Entre as diversas alternativas de tratamento da asma, muitos estudos apontam os benefícios proporcionados pelas atividades físicas. A essa possibilidade, no entanto, contrapõem-se as dúvidas da população, as quais ocorrem desde aos portadores de asma até professores de educação física, médicos e, principalmente, a pessoas que têm menor conhecimento sobre estudos relacionados às alternativas de tratamento da doença.

Para uma parcela significativa da população, a atividade física é entendida com fator negativo ao indivíduo asmático. Entretanto, estudos apontam que a prática correta de atividades físicas é benéfica aos portadores da doença, uma vez que esses exercícios ajudam a melhorar a mecânica respiratória e a eficácia da ventilação pulmonar (GUALDI, 2004). Observa-se que entre esses estudos – artigos e sites da Internet sobre portadores de asma que praticam exercícios –, predominam aqueles sobre atividades cuja prática ocorre em piscinas (natação, hidroginástica).

Seguindo a linha de pesquisa que considera a atividade física como alternativa de combate à asma, este trabalho tem por objetivo apresentar uma revisão de literatura em torno dessa doença e, especificamente, da atividade física em crianças. Para atingir esse escopo, foram efetuadas consultas a livros, artigos, revistas e à Internet, em endereços eletrônicos especializados (Medline, Lilacs, Index Medicus...) que abordam os temas asma e atividade física.

1. REVISÃO DE LITERATURA

    1. Definição de asma

A palavra asma vem do grego ásthma ("pouco fôlego", "respiração penosa") e do latim asthma ("sufocante", "arquejante"). O termo é adotado há muito tempo, desde os primeiros escritos da medicina. Ferreira (1986) conceitua asma como uma patologia caracterizada por acessos recorrentes de dispnéia paroxística, tosse e sensação de constrição, por efeito da contração espasmódica dos brônquios.

Apesar de existirem várias opiniões em torno do conceito dessa doença e de alguns estudiosos dizerem que é difícil defini-la, a Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia (2004) diz que a asma é uma doença inflamatória crônica das vias aéreas, as quais são o principal mecanismo que torna os brônquios mais sensíveis aos diversos fatores desencadeadores das crises. Por ter caráter hereditário, essa doença não tem cura, mas pode ser perfeitamente controlada com tratamento correto, podendo o paciente ter vida normal e, inclusive, praticar esportes competitivos.

As crises de asma podem ser desencadeadas por diversos fatores, entre eles infecções virais, poeira domiciliar, mofos, cheiros fortes, umidade, emoções e mudanças de temperatura. A asma é caracterizada por crises de falta de ar, chiado, tosse intensa e sensação de aperto no peito.

Uma interessante e abrangente conceituação é apresentada por Moisés et al. (1993) quando ensinam que a asma é uma doença do aparelho respiratório caracterizada por um aumento no grau de reatividade das vias aéreas traqueobrônquicas provocado por diferentes estímulos e manifestada por um estreitamento generalizado dos brônquios que se resolve espontaneamente ou à custa de medicamentos específicos.

Para Tavares (2001), asma é uma doença alérgica das vias aéreas, mais precisamente dos brônquios. Estes, por terem sua parede continuamente inflamada, tendem a fechar temporariamente, e isso ocasiona a crise asmática. Conforme essa autora, existem os sinônimos de asma, que são asma brônquica, bronquite, bronquite alérgica ou, ainda, bronquite asmática.

A American Thoracic Society define asma como uma responsividade aumentada das vias aéreas a vários estímulos, manifestada por um estreitamento difuso dessas vias, sofrendo, quanto à severidade, manifestações espontâneas ou em resposta ao tratamento.

Também é válido citar a definição de asma apresentada por Gualdi (2004). Essa autora nos traz a posição do Consenso Internacional de Asma ocorrido no ano de 1995, para o qual essa é uma doença inflamatória crônica das vias aéreas em que células e elementos celulares desempenham um papel, em particular mastócitos, eosinófilos, linfócitos T, macrófagos, neutrófilos e células epiteliais.

Em pessoas suscetíveis, essa inflamação causa episódios recorrentes de sibilos, falta de ar, aperto no peito e tosse, particularmente à noite ou de manhã cedo.

Conforme Moisés et al. (1993), Betti (1996), Chatkin e Barreto (1996), a asma é uma doença que pode afetar pessoas de qualquer faixa etária e nos mais variados locais. Para esses autores, existem vários aspectos que podem precipitar a asma e iniciar a hiperatividade das vias aéreas, que são fatores infecciosos, alérgicos, alimentares, medicamentosos, irritantes, emocionais, além da hipersensibilidade não alérgica a drogas e produtos químicos, hormonais, refluxo gastresofágico e também o fator precipitante mais conhecido no meio escolar: exercícios físicos.

Finalmente, o III Consenso Brasileiro de Manejo da Asma, ao caracterizar essa doença, menciona que se trata de:

  1. obstrução ao fluxo aéreo reversível (apesar de não ser completo em alguns pacientes) espontaneamente ou com tratamento;
  2. inflamação em que muitas células têm um papel importante, especialmente os mastócitos e os eosinófilos;
  3. aumento da reatividade das vias aéreas a uma variedade de estímulos, ou seja, a hiper-responsividade brônquica (HRB);
  4. episódios recorrentes de sibilância, dispnéia, aperto no peito e tosse, principalmente à noite ou pela manhã, ao acordar.

Os conhecimentos iniciais sobre a asma eram, até pouco tempo, restritos, porém, através dos estudos e com os avanços da medicina nas últimas décadas, passou-se a conhecer melhor suas causas e os mecanismos envolvidos, surgindo novos medicamentos e tratamentos.

Apesar dos diversos estudos, a asma ainda hoje é uma doença problemática, podendo, inclusive, levar à morte. Cada vez mais se acredita que o médico não pode atuar sozinho. É fundamental que o paciente, juntamente com a sua família, acompanhem o tratamento, colaborando ativamente e permitindo que se consiga o controle da doença. O conhecimento da doença é uma das chaves para o sucesso terapêutico, pois cada paciente apresenta a "sua" asma, ou seja, a crise varia de pessoa para pessoa, podendo mesmo variar em um indivíduo nas diferentes fases de sua vida.

Recentemente, em estudos conjuntos realizados por pesquisadores australianos e suíços, foi demonstrado que a asma é causada pelo aumento das células musculares dos brônquios. Na ocasião, o mais importante achado foi a identificação do fator que dá a origem do aumento dessas células: a ausência da substância CEBT-alpha. Essas pesquisas foram realizadas nas universidades da Basiléia e de Sydney. Diante de tais descobertas, poderão ser desenvolvidos remédios que possam agir exatamente nas células identificadas, o que representa uma perspectiva promissora para o tratamento da doença.

    1. Definição de doença e de doença respiratória

Doença, do latim dolentia, é "falta ou perturbação da saúde"; "moléstia"; "mal"; "enfermidade" (FERREIRA, 1986).

Em artigo que pretende "marcar semanticamente", identificar e diferenciar algumas concepções, Almeida Filho (2000) deixa claro que patologia, transtorno, enfermidade, doença (sickness em inglês) e moléstia são termos com significados diferentes. A partir do inglês, esse autor faz uma equivalência terminológica para a língua portuguesa. Sem a pretensão de ampliar esta monografia, no sentido de fazer levantamento de tais palavras, esta revisão de literatura centra-se no conceito de doença porque é o termo encontrado na literatura em relação à "doença asma", apresentando abaixo algumas concepções.

Conforme Víctora, Knauth e Hassen (2000), a doença, a partir do pressuposto de que o real é sempre mediado pelo simbólico, é objeto de representações e tratamentos específicos em cada cultura e, assim, é entendida como um fenômeno social. Essas autoras citam Augé (1986), que diz que a doença é um objeto privilegiado de investigação, pois coloca em relação, ao mesmo tempo, o biológico e o social, o individual e o coletivo.

A importância de se entender o que é doença respiratória pode ser facilmente reforçada quando a Sociedade Brasileira de Alergia e Imunopatologia (SBAI) informa, juntamente com o Instituto Punin, que no Brasil 60 milhões de pessoas sofrem de doenças alérgicas e respiratórias. Estas, conforme Lissauer e Clayden (1998), também são conhecidas como infecções respiratórias e ocorrem mais freqüentemente na infância.

Estudos registram que tais doenças são a quinta maior causa de mortes na Grã-Bretanha, onde a asma crônica é responsável pelo maior número de internações de emergência de crianças.

1.3 Definição de atividade física

Esta é a definição apresentada pelo "Manifesto de São Paulo para a Promoção da Atividade Física nas Américas", coordenado pelo Centro de Estudos do Laboratório de Aptidão Física de São Caetano do Sul (Celafiscs). Suas cartilhas dirigidas à população informam que a atividade física é qualquer movimento corporal decorrente de contração muscular, com dispêndio energético acima do repouso.

Essa atividade pode ser concebida como um comportamento humano complexo, voluntário e autônomo, com componentes e determinantes de ordem biológica e psicossociocultural. Como exemplos, temos atividades de esportes, exercícios físicos, danças e determinadas experiências de lazer e atividades utilitárias. Esse mesmo conceito é corroborado por Guedes e Guedes (1998), que apresentam a diferença entre atividade física e exercício físico, considerando o último como uma subcategoria do primeiro.

Ao conceituar atividade física, Barbanti (2000) diz que se refere à totalidade de movimentos executados no contexto do esporte, da aptidão física, da recreação, da brincadeira, do jogo e do exercício. Em síntese, trata-se de todo movimento corporal produzido por músculos esqueléticos que provoca um gasto de energia.

Em sua excelente obra, o conceituado norte-americano Nieman (1999) diz que atividade física é a formula para viver mais, pois esta alivia o estresse e torna as pessoas mais resistentes a doenças, as quais então podem ser evitadas (e mesmo curadas). Segundo ele, qualquer um pode ter essa fórmula, por ser ela gratuita.

Finalmente, no entendimento de Zilio (1994), a atividade física é inerente ao ser humano e manifesta-se em todos os setores de sua vida de relação com o meio ambiente. Sobre a definição de atividade física, Zílio, em seu livro de terminologias, entende que esta é uma concepção histórica que se fixou no sentido de físico, de material, de corpo e ao exterior do ser humano. Acredita que, numa visão mais moderna de atividade física, pode-se acrescentar um significado "mais humano", que poderá ser o componente interno, o anímico e o espiritual.

1.4 Definição de saúde

Conforme a OMS, no seu preâmbulo da Constituição de 1948, a saúde é um estado de completo bem-estar físico, mental e social, e não meramente a ausência de doença ou enfermidade.

A saúde representa um estado dinâmico de bem-estar positivo daqueles que possuem hábitos que promovem a saúde, diminuindo o risco de doença prematura e a morte (NIEMAN, 1999).

Quando Almeida Filho (2000) fez uma investigação em torno do sentido do termo saúde, constatou que, etimologicamente, a palavra significa uma qualidade dos seres intactos, indenes e, em algumas origens, tem o sentido de solidez, firmeza, força. Por outro lado, apresenta para os ocidentais um sentido religioso, vinculado à perfeição e à santidade. Conclui o autor que, em culturas diferentes, saúde é percebida como uma matéria metafísica (mística, religiosa ou até sacerdotal), mais do que um problema material, científico e social que afeta tantos carentes de nossa população.

Para Canghilhem (1990) a saúde é uma margem de tolerância às infidelidades do meio. Implica poder adoecer e sair do estado patológico, significa dizer que a ameaça da doença é um elemento que a constitui.

Czeresnia (2003) escreve que a saúde e o adoecer são formas pelas quais a vida se manifesta.

2. PREVALÊNCIA DA ASMA

2.1 No mundo

A revisão em torno da Classificação Internacional de Doenças (CID-9) ocorrida em 1979 informou o aumento do número de óbitos provocados pela asma e a redução de mortes atribuídas a bronquite e a enfisemas. Isso foi possível caracterizar através da nova identificação registrada nos atestados de óbito. Entretanto, para Backman (1997) e Benatar (1986), apesar de o aumento ser real, os principais motivos que contribuem para isso é a mudança na prevalência da asma, mudança na gravidade da doença, confiança em excesso em beta-agonistas inalados e, ainda, avaliação e terapia inadequadas.

A asma é apontada por Lissauer e Clayden (1998) como o distúrbio respiratório mais comum em crianças, as quais representam o maior índice de internação hospitalar. A doença afeta entre 11% e 15% dos escolares. Conforme esses autores, na infância a asma acomete duas vezes mais os meninos. Já na adolescência, afeta igualmente os dois sexos. Maia (2004) é outro autor que afirma serem os sintomas asmáticos mais elevados no sexo masculino na primeira década de vida.

De acordo com informações da Organização Mundial de Saúde (OMS), com sede em Genebra, entre 100 e 150 milhões de pessoas em todo o mundo sofrem da doença. Esses números representam de 4% a 12% da população no globo. O que chama a atenção é que está havendo aumento em todos os grupos etários.

A prevalência da asma é maior em países industrializados, porém as diferenças em relação aos países em desenvolvimento estão diminuindo. Essa é a opinião de Barnes (1992), o qual informa, também, que os índices de asma e as hospitalizações provocadas pela doença vêm crescendo em todo o mundo.

Conforme divulga o site www.asmabronquica.com.br/paciente, Brasil, Panamá, Costa Rica, Peru e Uruguai apresentam entre 20% e 30% de prevalência de doentes com asma. A Índia possui entre 15 e 20 milhões de pessoas com a doença, a qual prevalece em crianças de 5 e 11 anos de idade, o que representa 10% a 15% do grupo afetado. Na Austrália, uma entre cada seis pessoas torna-se asmática. No Japão, três milhões de pessoas têm asma. Na Alemanha, quatro milhões. Na Suíça, um dado preocupante mostra que 25, 30 anos atrás, o grupo de asmáticos era de apenas 2% e, recentemente, a doença já incide em 8% da população.

Importante para esta monografia ressaltar o fato de a asma incidir mais sobre crianças, as quais, conforme diz a OMS, representam entre 10% e 15% de todos os casos da doença.

Nos Estados Unidos, os índices revelam que até 5% da população é acometida pela asma, o que significa aproximadamente 15 milhões de pessoas. Destas, cerca de 4,8 milhões são menores de 18 anos de idade. Com base em indicativos do Centro Nacional de Estatísticas em Saúde, Backman (1997) e Benatar (1986) informam no Jornal de Medicina "New England" que a taxa de morte ocasionada pela asma passou de 40% nos anos 1982 a 1991. Isso se refere ao número de óbitos por população de um milhão de pessoas, que subiu de 13,4 para 18,8 em cada milhão de pessoas.

ROZOV (1999), em seu livro, cita que, entre 1979 e 1987, aumentaram em 45% as hospitalizações entre pessoas até 15 anos de idade nos Estados Unidos em decorrência da asma. Na opinião desse estudioso, tal elevação pode estar relacionada com o verdadeiro aumento na prevalência e também com o reconhecimento precoce dos sintomas.

Constatou-se, durante o II e III Consenso Brasileiro de Manejo da Asma, realizado em Brasília nos anos de 1999 e 2001, que nos últimos 10 anos a mortalidade por asma vem aumentando nos países em desenvolvimento. Isso corresponde a 5% e 10% das mortes por causa respiratória, com elevada proporção de óbitos domiciliares.

2.2 No Brasil

Conforme o Instituto Punin de Informação e Referência em Asma, vinculado à USP e com sede em São Paulo, estudos recentes revelam que a incidência da asma em crianças tem aumentado nos últimos anos e que os números duplicaram em duas décadas. Para essa Instituição, a asma é considerada a principal causa de falta à escola e ao trabalho.

A agência da ONU vinculada à Organização Mundial Saúde no Brasil estima que entre 20% a 30% das crianças têm asma. Atenta para o aumento da mortalidade infantil de 0,2 para 0,4 em cada 100 mil e para o fato de 23% da população de adolescentes serem asmáticos ativos, enquanto 40% já apresentaram algum sintoma da doença. Sabendo que o Brasil ocupa a 8ª posição no mundo, a Câmara Municipal de São Bernardo, no ABC paulista, está implantando um Programa de Saúde da Criança e do Adolescente para a capacitação dos profissionais da saúde cujo primeiro módulo visa exatamente atender os portadores de asma.

Em recente campanha nacional (junho de 2004) com o título "Viva sem asma", divulgada por diversos veículos de comunicação, os dados apresentados são muito expressivos. No mundo, há 300 milhões de asmáticos. No Brasil, são 18 milhões. Mais de R$ 100 milhões são gastos em internações. Mais de 75% dos pacientes abandonam o tratamento antes que este complete um ano. Anualmente, duas mil pessoas morrem vítimas de asma no País, o que representa uma média de seis óbitos por dia.

Estudos da Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia indicam que os cofres públicos despendem 76 milhões de dólares por ano em decorrência das 400 mil internações provocadas pela asma. Isso representa o terceiro maior gasto da rede pública de saúde com hospitalizações.

Na opinião de Souza (2002), os estudos epidemiológicos no Brasil são poucos, e a verdadeira dimensão da doença é desconhecida. Os números expressivos da prevalência de asma chegam até a 25%, e são as crianças as mais atingidas.

Devido à confusão na identificação e no diagnóstico da asma, o registro e a estimativa são bastante dificultados. A respeito disso, Rozov (1999) diz que a asma pode ser confundida com bronquiolite viral aguda. Rozov diz ainda que a prevalência da asma entre crianças, em algumas comunidades, chega até a 10%, e o atendimento em pronto-socorro, até 16%.

Em estudo efetuado pela ISAAC em algumas cidades brasileiras, ficou demonstrado que a prevalência da asma em crianças de 6 e 7 anos e de 13 a 14 anos perfaz a média cumulativa de 13,3%. Nesse mesmo estudo, verificou-se que os atendimentos ambulatoriais gerais chegaram a 5% das consultadas pediátricas e, ainda, que os atendimentos em urgência pediátrica atingiram o percentual de 16% dos casos em crianças asmáticas.

Em seus estudos, Da Silva (2001) aponta uma constatação interessante e também preocupante, ao demonstrar que os gastos com hospitalizações representam menor parcela do custo da doença. De modo global, esse gasto inclui transporte, uso dos serviços de emergência, remédios, pensões e benefícios, perdas nos dias letivos e no trabalho, isso sem falar no sofrimento humano e nas mortes que ela provoca, impossíveis de expressar em valores financeiros.

Pelo que foi exposto acima, pode-se entender a gravidade do problema causado pela doença asma no Brasil. Diante de tal constatação, o Ministério da Saúde implantou o Plano Nacional de Controle da Asma (PNCA) exatamente com o objetivo de oferecer atenção padronizada ao asmático em toda a rede pública de saúde. A partir da criação de um comitê composto por vários especialistas, foram definidas ações e propostas de diagnóstico, terapêuticas e educativas, para que fossem postas em prática pela rede ambulatorial pública de saúde. Destacam-se entre as medidas adotadas o fornecimento gratuito de medicação inalatória, na tentativa de reversão do quadro supracitado.

2.3 No Rio Grande do Sul

Em seu estudo de conclusão de curso, Souza (2002), ao analisar as taxas de morbidade e de mortalidade nos sexos masculino e feminino no Estado do Rio Grande do Sul, no período de 1990 até 2001, constatou elevação até o ano de 1990. Porém, a partir de 1996, a curva de mortalidade está aumentando em menor intensidade em relação àquela observada em anos anteriores.

Há uma influência sazonal em torno da doença asma no Rio Grande do Sul, o que é evidenciado pelo aumento de casos no inverno.

Quando se compara o gênero e a faixa etária, diz Souza (2002) nota-se que até os 9 anos de idade o sexo masculino apresenta mais casos de mortalidade. Todavia, essa predominância inverte-se a partir dos 10 anos, quando é observado maior número de casos de asma no sexo feminino. Em relação ao número de internações e de óbitos entre 1998 e 2001, ocorreram aproximadamente mil hospitalizações femininas a mais do que as masculinas.

Ao investigar a mudança na tendência da mortalidade por asma em crianças e adolescentes no Rio Grande do Sul de 1970 a 1998, Chatkin (2001) revisou 157 certificados de óbitos cuja causa mortis fosse atribuída à asma. Na conclusão desse artigo, sugeriu que a mortalidade por asma, no Estado, está-se estabilizando, após um período de significativo aumento. Para o autor, é possível que uma tendência ao decréscimo esteja iniciando.

Outra informação importante apresentada por Chatkin (1998) é que a prevalência de asma ativa em escolares subiu de 10,9% para 22% no intervalo de 1989 a 1998, o que significa dizer que o número de crianças sob o risco da doença aumentou.

Fritscher (1994) publicou seu trabalho de investigação da prevalência de asma em escolares com idade de 10 a 18 anos na cidade de Porto Alegre e constatou que 16,5% apresentavam asma cumulativa, e 10,9%, asma ativa.

Da Silva e Menezes (2001) apontam a dificuldade de diagnóstico entre asma ativa e asma cumulativa. A asma ativa é aquela que manifestou pelo menos um episódio nos últimos 12 meses, enquanto a cumulativa é concebida pelos autores como aquela que provoca um ou mais episódios de sibilância em algum momento da vida do paciente.

Ao apresentar dados do Datasus referentes aos anos de 1996, 1997 e 1998, Da Silva e Menezes (2001) divulgam o coeficiente de morte por asma a cada grupo de 100 mil habitantes no Rio Grande do Sul que são, respectivamente, 2,67, 2,69 e 2,96.

Souza (2002) faz uma comparação entre os dados do Rio Grande do Sul com os obtidos no mundo e percebe que há uma semelhança que identifica a elevação na morbidade e na mortalidade da asma. As taxas mundiais e as gaúchas também são predominantes no sexo feminino, tanto em internações como em óbitos por asma.

3. RELAÇÃO DA ASMA COM A ATIVIDADE FÍSICA

Na literatura sobre o tema asma, muitos estudiosos apontam que a atividade física traz benefícios para os portadores da doença (GUALDI, 2004; COSTA, 2001; MOISÉS et al., 1993; TEIXEIRA, 1991).

Crianças com asma podem e devem ser fisicamente ativas. A prática de atividade física pode ser uma importante alternativa no combate ao problema (NIEMAN, 1999).

Por outro lado, encontramos na literatura específica sobre o assunto artigos indicando que de 80% a 90% das crianças portadoras de asma são acometidas de BIE (broncoespasmo induzido pelo exercício) durante as atividades físicas. As exacerbações freqüentes das crises e internações de repetição, o uso prolongado e repetido de medicamentos, a diminuição no rendimento e a freqüência escolar, além da limitação às práticas desportivas, interferem na qualidade de vida das crianças, (YAMAMUDA, 1997).

Para Costa (2001), crianças com asma devem ter treinamento físico orientado como parte integrante e importante do conjunto das medidas terapêuticas.

Esse mesmo autor, em um estudo de 1993, afirma que a atividade física para crianças asmáticas é tão recomendável quanto para qualquer outra criança, devido a importância dessa prática para o desenvolvimento infantil harmônico. Entretanto, lembra Costa, é expressiva a percentagem de crianças que, ao realizarem algum esforço físico, iniciam uma crise broncoespasmódica, que poderá ser de intensidade e importância bastante variáveis.

Quando Gualdi (2004) demonstra os benefícios da atividade física para crianças portadoras de asma, ela diz que a melhora da condição física do asmático permite-lhe suportar com mais tranqüilidade os agravos da saúde, isso porque há um aumento da sua resistência, o que lhe fornece reservas para enfrentar as crises obstrutivas. Diz ainda que é de fundamental importância que haja uma regular participação do asmático em programas de atividades físicas, o que, conforme seu entendimento, trará uma série de benefícios, tais como melhora da mecânica respiratória, prevenção, correção e melhoras posturais e, entre outros benefícios, a redução de complicações pulmonares. Essas vantagens foram constatadas mediante a prática regular de natação em crianças com asma de ambos sexos e de faixas etárias de 5 aos 9 anos.

Moisés et al. (1993) dizem que a atividade física é de suma importância para o desenvolvimento infantil. Recomendam para todas crianças asmáticas um programa de Educação Física que leve em consideração as peculiaridades de cada uma delas. Indicam exercícios respiratórios que promovam uma boa ventilação pulmonar, entre outros benefícios fisiológicos que auxiliam na eliminação das secreções brônquicas, o que, inclusive, contribui no desenvolvimento emocional.

Em um artigo publicado recentemente, Lang, Butz, Duggan e Serwint (2004) compararam os níveis de atividade física de crianças com e sem asma e avaliaram os preditores do nível de atividade em crianças com asma.

Pais de 137 crianças com asma e de 106 controles entre 6 e 12 anos de idade atendidos em consultório pediátrico foram entrevistados por telefone. A pesquisa avaliou a atividade total em um dia e o número de dias ativos em uma semana típica; as características da asma e o tratamento; aconselhamento médico; oportunidade para atividade física e as opiniões dos cuidadores sobre a atividade física. Os níveis de atividade das crianças com e sem asma foram comparados. Os preditores do nível de atividade das crianças com asma foram avaliados.

As crianças com asma eram menos ativas do que seus colegas. A quantidade medida de atividade diária diferiu entre os grupos: 116 (asma) versus 146 (sem asma) minutos; 21% (asma) versus 9% (sem asma) eram ativos <30 minutos por dia e 23% (asma) versus 11% (sem asma) eram ativos <3 dias por semana.

Entre as crianças com asma, a gravidade da doença e a opinião dos pais em relação ao exercício e à asma puderam predizer o nível de atividade. As crianças com asma persistente moderada ou grave tendiam a ser ativas <30 minutos por dia (odds ratio: 3.0; intervalo de confiança: 1.2-7.5) e as crianças cujos pais acreditavam que o exercício podia melhorar a asma tendiam a ser altamente ativas 120 dias por minuto (odds ratio: 2.5; intervalo de confiança: 1.2-5.4).

Os autores concluíram que a gravidade da doença e a opinião dos pais sobre a saúde contribuíram para um menor nível de atividade das crianças com asma. Os pediatras deveriam avaliar o nível de exercício como um indicador de controle da doença e orientar os pais para alcançar o objetivo da atividade física normal em crianças com asma.

A partir de fontes do endereço eletrônico www.asmabronquica.com.br/paciente, é no mínimo curioso mencionar que o número de atletas de alto nível portador de asma que participou dos Jogos Olímpicos de 1988 e de 1996 teve um incremento significativo. Isso foi constatado nas delegações dos Estados Unidos, que em Seul levou 67 entre 597 atletas a disputar os jogos, ou seja,11,2%; nos Jogos de Atlanta, 1996, foram 699 atletas, dos quais 107 eram portadores de asma, ou seja, 15,3% do total. Esses dados indicam a real possibilidade da prática de atividades físicas por pessoas asmáticas. Importante ressaltar que vários atletas portadores da doença obtiveram medalhas, o que reforça cada vez mais a possibilidade dessas práticas.

Na literatura, encontra-se com certa freqüência questionamento em torno de qual ou quais atividades físicas são mais indicadas ou contra-indicadas para os asmáticos. A maioria dos estudos recomenda atividades físicas praticadas no meio aquático. Com base no mesmo site supracitado, os esportes que mais contribuem para desencadear o BIE são a maratona de esqui, o montain bike, a patinação no gelo e o ciclismo. Por outro lado, vários outros são indicados: ginástica rítmica, caminhada, tênis, golfe, vôlei, caratê, pólo aquático, natação e halterofilismo.

Para se ter uma idéia da importância que é designada à atividade física em crianças portadoras de asma, já estão agendados os IV Jogos Desportivos Internacionais para Crianças com Asma, que ocorrerão em julho de 2006, em Los Angeles, nos Estados Unidos.

Finalmente, no capítulo 10 de seu livro, Nieman (1999), apesar de afirmar que a atividade física é responsável por mais de 60% pelo desencadeamento das crises asmáticas (AIE) em adultos e que esse índice eleva-se acima de 80% em crianças, afirma que a maioria dos pacientes asmáticos pode participar de todas as atividades físicas, incluindo, entre outras atividades, a corrida. Para ele, ao contrário de outros desencadeadores das crises, a atividade física não deve ser evitada. O autor lembra também que a AIE poderá acontecer durante ou após o exercício. Concluindo, Nieman apresenta, além do uso de medicamentos antes das atividade físicas, as modificações no programa de atividades físicas, a fim de que não ocorram crises, ou, se acontecerem, sejam de menor intensidade: a) tempo de aquecimento e relaxamento adequados; b) tipo de atividade (na água, natação ou corridas intensas, lembra que a segunda facilita a AIE); c) deve-se controlar a duração dos exercícios; d) intensidade do exercício deve ser apropriada com o grau de gravidade do praticante; e) a respiração deverá ser nasal; f) em caso de temperatura baixa, usar cachecol ou máscara de proteção; f) Monitorar o meio ambiente, evitando agentes alérgicos, como a poeira ou a fumaça.

CONCLUSÃO

A partir das pesquisas e consultas realizadas a trabalhos, artigos, ensaios, entre outros, foi possível, neste trabalho monográfico, conhecer e descrever os conceitos da asma, sua prevalência e a relação da atividade física em portadores da moléstia.

A asma é uma doença que atinge pessoas em países de todo o mundo, marcando presença em todos os continentes. Acomete pessoas de ambos os sexos e todas as faixas etárias, com elevada incidência em crianças. Em seu tratamento, os governos têm despendido significativa parcela dos valores que constituem os cofres públicos.

Fica evidente que, apesar de algumas resistências e medos manifestados por leigos, vários autores que estudaram a relação de atividades físicas em portadores de asma, principalmente em crianças, consideram que tais práticas, somadas a outros cuidados, são de grande importância para o tratamento do problema. A atividade física, portanto, é indicada como uma excelente alternativa no sentido de promover saúde, beneficiar essas crianças e, assim, minimizar-lhes os problemas advindos da doença.

Portanto, identificadas e descritas essas informações em torno da "asma e atividade física em crianças", estão assinalados pontos de partida para que estudos mais aprofundados sobre o assunto sejam realizados. Espera-se que estes possam contribuir efetivamente para minimizar tais problemas em crianças portadoras de asma e, assim, auxiliar positivamente aqueles que têm vivenciado essa realidade.

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DEDICO este trabalho a minha esposa, Cristiane Oliveira de Castro. Seu apoio e carinho a nossos filhos muito contribuíram para que eu realizasse mais esta especialização.

A minha mãe, Edith Tenroller, pelo apoio e pela dedicação aos netos.

A meus filhos, Carla Christinna de Castro Tenroller e Lorenzo de Castro Tenroller, tesouros da minha vida.

AGRADEÇO a minha orientadora, Profa. Dra. Claídes Abegg, pelo interesse, profissionalismo, comprometimento e, principalmente, pelo exemplo de humildade. Seu desempenho superou minhas expectativas.

À secretária do PPGSC, Márcia Cornelius, pela paciência e pelo zelo.

Aos colegas de turma, Cristine, Lisandra, Lisiane, Luciana B., Luciana P., Lourenço, Maria Marilaines, Melainie, Neide, Renata, Rejane e Roseclér.

Ao corpo docente, Profs. Drs. Airton Stein, Andréia Figueiredo, Celso Gutfriend, Denise Aerts, Elaine da Silveira, Jorge Béria, Lígia Schermann, Lílian Palazzo, Luciana Gigante e Ricardo Halpern.

 

 

CARLOS ALBERTO TENROLLER

Monografia apresentada como requisito parcial para obtenção do certificado de especialista em Saúde Coletiva.

UNIVERSIDADE LUTERANA DO BRASIL

PRÓ-REITORIA DE PESQUISA E DE PÓS-GRADUAÇÃO

DIRETORIA DE PÓS-GRADUAÇÃO

CURSO DE ESPECIALIZAÇÃO LATO SENSU EM SAÚDE COLETIVA

Canoas, dezembro de 2004

Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP)

T312a Tenroller, Carlos Alberto

Asma e atividade física em crianças. / Carlos Alberto Tenroller. ¾ Canoas, 2004.

36 f.

Monografia (Especialização em Saúde Coletiva) - Universidade Luterana do Brasil, 2004

Orientadora: Prof. Dra. Claídes Abegg

1. Asma 2. Infância 3. Saúde Pública 4. Atividade Física I. Abegg, Claídes II. Título

CDU 616.248-053.2

796.035

Bibliotecária Responsável: Magda Guimarães CRB 10/1307

 

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