“A MULHER NA IDADE MÉDIA” DE JOSÉ RIVAIR MACEDO

5840 palavras 24 páginas
INTRODUÇÃO

O autor inicia a obra fazendo uma breve discussão á respeito do termo específico “História” que apesar de está no feminino as pessoas costumam enfatizá-la no masculino, e o seu estudo privilegia geralmente os homens. Neste sentido o autor busca resgatar as marginalizadas e esquecidas da história as MULHERES, que sempre estiveram submissas à sombra do sexo oposto. José Rivair nesta obra faz uma analise Estrutural e social do papel feminino na sociedade Medieval, nela ele mostra que as mulheres distinguiam-se entre si, sobretudo pela posição social que estas ocupavam, pela atividade que desempenhavam, pela faixa etária, pela instrução e por suas opções e ideais de vida. A sociedade medieval definiu os papéis e os lugares
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Suas relações se limitavam ao domus (casa) que era sempre governada por um homem (o pai, marido, sogro), elas tinham sua autonomia pessoal limita pelas relações familiares. A razão do estado imperava pelos desejos individuais, as composições familiares, as posições do senado e em outras instituições definiam os casamentos e selavam o destino dos casais.
Em Bizâncio entre os séculos IV e XV, a liberdade feminina se limitava ao espaço doméstico, não podiam exercer cargos públicos, só podiam requerer na justiça apenas quando o direito em causa for exclusivamente de seu interesse, não podia exercer ofícios religiosos e nem mesmo falar nos lugares de culto.
Entre os eslavos até o século X segundo o autor as mulheres gozavam melhor situação, quando solteiras tinham uma certa autonomia em relação ao poder paterno, nas famílias ricas as moças podiam escolherem os seu esposos, se casadas dividiam com o marido as responsabilidades conjugais, caso a marido estivesse insatisfeito podia desfazer a aliança. Mas após o século X o estatuto jurídico das eslavas sofreu alterações: juridicamente as mulheres gozavam de uma considerável independência que variava de acordo com sua riqueza e sua posição social já que podia controlar diretamente a sua herança paterna, havia um equilíbrios entre os dois sexos, as solteiras escolhiam seus maridos e conservavam direitos importantes após o casamento, nas

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