A Sindrome Fatalista

2384 palavras 10 páginas
Resumo
A Sindrome Fatalista, um fenomeno social recorrente, que tem se verificado nas populações atingidas pelo subdesenvolvimento nos paises da América Latina, dentre os quais o Brasil, é algo que ocorre, não somente em vista das condições desfavoráveis em si nas quais as comunidades atingidas estão inseridas, mas é também motivada e promovida a nível ideológoco pelas classes políticas e econômicas dominantes, que querem, com ela, afirmar e manter sua posição de domínio sobre as classes desfavorecidas. Diante de tal realidade, a Psicologia Social Comunitária deve entender as lógicas e contextos dessa ideologia e posicionar-se de maneira prática e atuante, no sentido de que seja promovida a justiça social, dando-se ao indivíduo
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Induz comportamentos dóceis frente às exigências do sistema, contribuindo para perpetuar a exploração social. Desta forma, entende-se, que o fatalismo aparece para dar sentido à permanência das condições precárias de vida, que se apresentam historicamente como pobreza e opressão social. A realidade de opressão e o fatalismo, com seu caráter ideológico, dão naturalidade ao processo histórico, contribuindo para a reprodução das condições vigentes.
O regime político, a ideologia e o caráter.
O regime político dos países subdesenvolvidos, entendido como "ideologia", determina as relações dos homens entre si e com os objetos da realidade. A ideologia pode ser entendida como sistema de valores através do qual os homens de uma determinada sociedade concreta vivem suas relações com o mundo e que influenciará decisivamente o desenvolvimento da consciência que os indivíduos terão do mundo e do processo histórico. A estrutura dessa ideologia tem ampla abrangência, determinando, em grande medida, a construção e reconstrução do mundo objetivo e subjetivo. Sua função, é organizar as formas de vida integradas neste regime, bem como adaptar os indivíduos a estas formas organizadas.
A ideologia perpassa as relações vitais das classes pobres e oprimidas, tornando-se estrutura de significação dos regimes políticos vigentes, com o objetivo de naturalizar atitudes de submissão e resignação frente à realidade social

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