A gramática do tempo - para uma nova cultura política

909 palavras 4 páginas
LIVRO:A Gramática do Tempo - Para uma nova cultura política
AUTOR: Boaventura de Sousa Santos
São Paulo: Cortez Editora (2006)
Capítulo 12. A crítica governação neoliberal : o Fórum Social Mundial como política e legalidade cosmopolita subalterna).

Neste texto, o autor busca apresentar um novo paradigma da regulação social para suplantar o anterior, centrando dessa forma na questão da governabilidade, pressupondo assim uma política de direito agravando a crise da legitimidade do Estado. A maior expressão de resistência contra a globalização neoliberal tem hoje a maior expressão no Fórum Social Mundial (FMS). O que para Boaventura é definido em quatro processos de globalização: localismos globalizados, globalismos localizados,
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Essa matriz se assenta num principio de seletividade e, como tal,na inclusão e exclusão. O autor faz uma distinção entre a matriz da governação e a multidão da governação, pois, por mais vaga que seja a matriz,ela é menos heterogênea do que os grupos que fazem reclamação da mesma. Para que haja compreensão da matriz da governação, torna-se necessário voltar à década de 1970, e por assim dizer para o movimento estudantil e a crise da legitimidade a que deu origem. O que ressalta Boaventura:
Para o movimento estudantil - a que logo viriam juntar-se os movimentos feminista e ecológico-, o contrato social, ao contrario daquilo que aparentava, visava de fato excluir e não incluir. Excluía por completo grandes grupos sociais (como as minorias e os imigrantes) e questões sociais importantes (como a diversidade cultural e o ambiente), e incluía outros grupos,subordinando-os as formas de inclusão destituídoras de poder- como era o caso muito flagrantemente das mulheres.´(SANTOS 1991).
Em contrapartida, tudo isso se tornara possível, por que a democracia não conseguia cumprir a promessa de construção de uma sociedade livre e igual. A participação popular e a soberania haviam sido sequestradas por governos elitistas com falsa democracia, graças à cumplicidade de dois atores sociais, que foram encarregados historicamente de aprofundar a democracia e de conduzir a emancipação social: os partidos operários e os sindicatos. Em 1975 deu-se o ponto de virada, pois, segundo

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