Análise do Poema "Eu nunca guardei rebanhos" de Alberto Caeiro

1239 palavras 5 páginas
Alberto Caeiro
I – Eu Nunca Guardei Rebanhos
Análise do poema
Pontos a tratar : 1º. Biografia - Nasceu em Lisboa em Abril de 1889 e morreu em Junho de 1915. "Nasceu em Lisboa, mas viveu quase toda a sua vida no campo. Não teve profissão, nem educação quase alguma, só instrução primária; morreram-lhe cedo o pai e a mãe, e deixou-se ficar em casa, vivendo de uns pequenos rendimentos. Vivia com uma tia velha, tia avó. Morreu tuberculoso." Escrevia mal o Português. É o pretenso mestre de A. de Campos e de R. Reis. É anti-metafísico; é menos culto e complicado do que R. Reis, mas mais alegre e franco. É sensacionista.
Pessoa cria uma biografia para Caeiro que se encaixa com perfeição na sua poesia, como podemos observar nos 49 poemas da série O Guardador de Rebanhos. Segundo Pessoa, foram escritos na noite de 8 de Março de 1914, de um só fôlego, sem interrupções. Esse processo criativo espontâneo traduz exactamente a busca fundamental de Alberto Caeiro: completa naturalidade.
2º. Análise do poema - Este poema começa assim: “Eu nunca guardei rebanhos, mas é como se os guardasse”, mas a seguir, Alberto Caeiro explica-se melhor, dizendo-se “pastor por metáfora”:
Minha alma é como um pastor,
Conhece o vento e o sol
E anda pela mão das Estações
A seguir e a olhar.
Logo neste primeiro poema, O Guardador de Rebanhos, Caeiro dá o tom: ele é um ser natural, que vive no seio da natureza (assim se explica a sua imagística e vocabulário simples, do campo semântico da

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