Análise dos filmes ponto de mutação e o palhaço

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Análise dos Filmes:
Ponto de Mutação (1990) – Baseado do livro homônimo de Fritjot Capra (1982). Direção de Bernt Capra
O Palhaço – (2011) – Roteiro de Selton Mello e Marcelo Vindicato. Direção de Selton Mello.

A análise proposta deve ser feita com base nos pressupostos teóricos e filosóficos que fundamentam a disciplina Psicologia da Personalidade II, quais sejam, o humanismo, o existencialismo e a fenomenologia. Pretendo realizar este trabalho em três etapas. Na primeira farei a análise do filme “Ponto de Mutação” e na segunda, a do filme “O palhaço”. Em ambas procurarei ressaltar os aspectos dos filmes pertinentes à análise aqui proposta, discutindo-as à luz dos pressupostos humanistas, existencialistas e fenomenológicos.
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Essa imagem é interessante, pois remete a dois tipos de identidade que ele parecia estar em busca: uma física, objetiva, concreta, materializada no Documento de Identidade, que confere um número ao indivíduo e que o faz pertencente a um contexto social; outra imaterial, subjetiva, abstrata que é a identidade relativa à ideia de personalidade. Quando assume seu personagem, dentro dos limites do picadeiro, Pangaré transmite, por meio de seu rosto alegremente pintado e de suas roupas coloridas, uma peculiar energia. Toda a magia e contemplação envolvidas no ato de encenar, parecem imersas em uma atmosfera que de tão iluminada, tão resplandecente, é capaz de camuflar a vida real. Quando o espetáculo termina e as cortinas são definitivamente fechadas, as cores da rotina, da insatisfação e do vazio dão o tom. Alguns aspectos do filme chamam atenção para a análise aqui proposta. Um deles é o nome do circo: “Esperança”. Curioso esse nome para um circo. Fosse “Alegria”, “Felicidade”, “Sorriso” ou algo similar, não causaria admiração. Esperança tem algo de melancólico, tem haver com espera, expectativa, promessa. Poderíamos então pensar que esse nome está relacionado com a expectativa de quem vai ao circo em busca do riso, da alegria. Mas, naquele contexto, podemos também imaginar que isso tem haver com a insatisfação daquele que se tornou, compulsoriamente, responsável por uma escolha que não foi sua. Benjamin é filho do já velho

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