Analise do poema a flor e a nauseá

975 palavras 4 páginas
Universidade Federal de Goiás 31/05/2012
Literatura Brasileira Turma: C
Professora: Solange
Aluna: Deborah D. da Silva Oliveira

Analise do poema “A flor e a Náusea” de Carlos Drummond De Andrade.

A FLOR E A NÁUSEA

Preso à minha classe e a algumas roupas,
Vou de branco pela rua cinzenta.
Melancolias, mercadorias espreitam-me.
Devo seguir até o enjôo?
Posso, sem armas, revoltar-me '?

Olhos sujos no relógio da torre:
Não, o tempo não chegou de completa justiça.
O tempo é ainda de fezes, maus poemas, alucinações e espera.
O tempo pobre, o poeta pobre fundem-se no mesmo impasse.

Em vão me tento explicar, os muros são surdos.
Sob a pele das palavras há cifras e
…exibir mais conteúdo…
É feia. Mas é uma flor. Furou o asfalto, o tédio, o nojo e o ódio.

Carlos Drummond De Andrade

A Flor e a Náusea é um poema de Carlos Drummond De Andrade, que apresenta uma forte critica ao mundo moderno. Mesmo etiquetado pela posição social o sujeito é obrigado a seguir, mesmo preso ele é obrigado a continuar. Ele se encontra em uma crise existencial e reflete “Devo seguir até o enjôo? Posso, sem armas, revoltar-me '?”, uma crise que se dá entre o sujeito e o mundo capitalista. Esse sujeito demonstra tentar ainda manter alguma pureza em meio a um ambiente frio e insensível, “Vou de branco pela rua cinzenta.”, entretanto o capitalismo consumiu todas as belezas, todas as artes, “Melancolias, mercadorias espreitam-me.”. O poema surge também como uma critica social, “Olhos sujos no relógio da torre: Não, o tempo não chegou de completa justiça.”, e mais a frete afirma que quem gerou essa desigualdade foi o próprio capitalismo e a ânsia por atribuir valor monetário a tudo, “O tempo pobre, o poeta pobre fundem-se no mesmo impasse.”.
O eu lírico tenta de todas as formas libertar-se, porém se pergunta: “Posso, sem armas, revoltar-me '?” A flor que brota no asfalto é a própria liberdade, uma vez que ela vence a censura (ilude a policia).
No poema a cidade é mostrada como vazia, no sentido de não ter ninguém que viva de fato, em certo ponto ele afirma:
“O sol consola os doentes e não os renova.
As coisas. Que tristes são as coisas, consideradas sem ênfase.

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