Analise literária admirável mundo novo, de aldous huxley

1765 palavras 8 páginas
ANÁLISE LITERÁRIA
ADMIRÁVEL MUNDO NOVO, de ALDOUS HUXLEY

CONTEXTO HISTÓRICO:
A situação economicossocial mundial no início da década de 1930 era caótica em todo o mundo, ecoando ainda a queda da bolsa de Nova Iorque em 1929. A fome e o desemprego eram lugar comum em todas as potências mundiais. A Inglaterra era governada pelo rei George V que estava ciente de que algo deveria ser feito para alavancar o cenário político da época. Então, um ‘governo nacional’ que consistia de membros de todos os partidos surgiu. Liderados por Ramsey MacDonald, eles decidiram deixar a libra esterlina encontrar seu próprio valor quando comparada ao dólar americano. Tal decisão fez com que os preços de exportação britânicos ficassem mais competitivos no
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O tempo interno da narrativa é de algumas semanas, embora apareçam longos flashbacks. Estes, apesar de serem cronológicos, acontecem apenas na lembrança da personagem, como é o caso do capítulo que retrata a infância de John.
No livro, a era cristã já passou, sendo contados os anos não a partir de Nosso Senhor Jesus Cristo, mas a partir do nascimento de Nosso Ford, o qual é tido como se fosse um deus. Toda a obra é embasada nesta filosofia Fordista de produção em série e alienação social.
O autor expõe o Processo Bokanovsky, uma crítica sutil à antiga URSS, que fez uso de seu sistema educacional para tentar construir uma sociedade formada pelo novo homem, despido de sua individualidade, voltado apenas à causa socialista. Huxley também critica o behaviorismo, ao demonstrar as experiências feitas com as crianças, condicionando-as a não gostarem de livros e flores. Paralelamente, critica o totalitarismo da época, devido ao uso que fazia do behaviorismo, pois este era necessário para se aplicar a censura, o que denotava que o programa social era ineficiente, e que se o indivíduo se apoderasse do conhecimento, ele se descondicionaria, libertando-se.
Huxley faz uma crítica àqueles que faziam uso da ciência em benefício dos interesses das classes dominantes, uma vez que a ciência deve trabalhar em prol da humanidade, e não contra ela ou a favor de um minúsculo grupo.
Ao extinguir a família tradicional da trama, o autor demonstra que está de

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