As contribuições do lúdico no processo de socialização de crianças na educação infantil de 3 a 5 anos no municipio de caucaia

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10 1 INTRODUÇÃO Anteriormente ao século XVII onde não se tinha uma concretização do conceito de infância, a criança era ignorada pelos adultos, não havendo nenhuma atenção ou cuidado com ela. Um novo pensamento sobre infância passa a ver a criança como um ser frágil e inocente, mas capaz de desenvolver-se. As brincadeiras, brinquedos e jogos infantis representam um fator de grande importância no desenvolvimento e socialização das crianças, permitindo-lhes criar, imaginar, representar a realidade e as experiências por ela adquiridas. Em tempos em que se ouve muito falar sobre violências, estupros, sequestros, filhos que matam os pais, ataques terroristas é um desafio a todas as nações transformar essas relações sociais em relações de …exibir mais conteúdo…
Segundo Nunes (2000, p.18), “a concepção de infância sempre foi ligada aos modelos de sociedade, e que não houve sempre uma brutal ruptura entre o mundo adulto e o mundo reservado à criança.” Para Ariès citado por Jardim (2003, p.13), “a criança muito pequena, ainda muito frágil para se misturar a vida dos adultos, “não contava”.” Na sociedade medieval a criança muito pequena era como se não existisse, pois a sobrevivência da mesma não era garantida devido à grande mortalidade naquela fase da vida. Quando uma criança conseguia ultrapassar essa fase de vida, ela era considerada como um ser produtível. Para Ariès citado por Jardim (2003, p.13), “Na sociedade medieval, que tomamos como ponto de partida, o sentimento da infância não existia – o que não quer dizer que as crianças fosse negligenciadas, abandonadas ou desprezadas.” No mundo ocidental a partir dos sete anos de idade a criança era inserida na vida adulta, passando a ter utilidade para a sociedade, participando da realização das tarefas familiares, acompanhando seus pais no trabalho, desse modo cumpria as suas obrigações. Para Ariés citado por Jardim (2003, p.15), “não havia crença na existência de “algo” que diferenciasse a criança de um adulto. Nessa época parecia não haver nada que justificasse delimitações de espaço, tempo e condições para a criança existir separadamente do adulto.”

13 Era comum a presença das crianças nas atividades da vida dos adultos, fosse isso na moradia, no trabalho,

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