As expressões faciais de um psicopata

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As expressões faciais de um psicopata por Felipe C. Novaes em outubro 31, 2012

As expressões faciais de um psicopata
A psicopatia é um transtorno de personalidade com abrangência de sintomas bem amplas. Também é especialmente interessante de se analisar sob o ponto de vista da linguagem corporal e processamento de emoções. Esses dois elementos estão conectados, de forma que quando um demonstra déficits, certamente o outro também demonstrará.
Numerosos estudos vem observando curiosos problemas em pessoas com traços de personalidade antissocial, relacionados à interpretação e expressão da linguagem não-verbal, em especial, expressões faciais.
Um dos principais pesquisadores dessa condição, Robert Hare, observou nos anos 90 que
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Afinal, existem emoções específicas relacionadas com o déficit psicopático?
Um estudo recente e um tanto inovador sobre essas polêmicas foi feito por Hastings e sua equipe (2008). Um de seus pontos positivos em relação aos demais é o fato de ter contado com uma amostra bem grande de participantes analisados: 145. É um número considerável, já que estudos nessa área geralmente utilizam amostras de no máximo 50 pessoas.
Outra vantagem – e uma originalidade também – foi a análise de todas as expressões faciais de emoções básicas catalogadas por Ekman, e a expressão de constrangimento, cuja qual não há consenso sobre se seria ou não básica. Juntamente com a culpa, o constrangimento é considerado uma “emoção moral”. Todavia, Hastings (2008) não utilizou a culpa devido a ausência de uma expressão facial única que identifique-a. Essa classificação moral torna pertinente a análise do constrangimento na psicopatia.
Os experimentos mostram, no final, que os psicopatas analisados possuíam uma dificuldade particular em identificar expressões de felicidade e tristeza. Mas também foi identificada uma tendência de erro para as expressões de emoções em geral, principalmente quando eram sutis.
Hastings e sua equipe esperavam que seus resultados se encaixassem em duas teorias sobre a psicopatia. A low-fear theory entende que esses sujeitos são menos sensíveis a pistas de ameaça e punição sinalizadas pelas outras pessoas, consequentemente, possuíndo um especial déficit

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