“Aspectos neurobiológicos da linguagem, incluindo os padrões perceptivos e motores”

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. A Localização Cortical da Linguagem: o modelo de Wernicke-Geschwind
Os antecedentes históricos do modelo de Wernicke-Geschwind

A história da localização da linguagem e a história da localização de funções começaram no mesmo ponto: a partir da afirmação de Broca de que uma pequena área localizada na porção inferior do córtex pré-frontal esquerdo (área de Broca) seria o centro da produção da fala.
Em 1874, Carl Wernicke concluiu que existe uma área da linguagem no lobo temporal esquerdo, atrás do córtex auditivo primário, que seria a área cortical da compreensão, chamada de área de Wernicke
Outra área implicada na linguagem é o giro angular esquerdo (reconhecido em 1892, por Dejerine), área do córtex parietal e temporal esquerdo,
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Estimulação elétrica do córtex e localização da linguagem
Penfield e Roberts (1959) publicaram o primeiro estudo em grande escala dos efeitos da estimulação da região cortical sobre a fala. E verificaram que os locais em que a estimulação bloqueava ou perturbava a fala estavam espalhados em grande parte do córtex frontal, temporal, parietal, em vez de se restringirem às áreas de Wernicke-Geschwind. A estimulação do hemisfério direito quase nunca causou problemas na fala.
Mais recentemente, Ojemann e colaboradores (1983) verificaram que as áreas do córtex em que a estimulação poderia perturbar a linguagem estendiam-se muito além dos limites das áreas de Wernicke-Geschwind e sugeriu que o córtex da linguagem é organizado como um mosaico, com as colunas discretas de tecido que realizam determinadas funções sendo amplamente distribuídas nas áreas da linguagem do córtex.

O status atual do modelo de Wernicke-Geschwind
Evidências empíricas sustentam o modelo de Wernicke-Geschwind em dois aspectos gerais: As áreas de Broca e de Wernicke desempenham papéis importantes na linguagem, assim como há uma tendência de afasias associadas a lesões posteriores envolverem déficits mais receptivos. Contudo, as evidências não sustentam as previsões específicas do modelo.
Mas, apesar disso o modelo foi uma teoria bastante importante, por conduziu o estudo e o diagnóstico clínico de afasias por mais de um quarto de século. E ainda hoje é usada pelos neuropsicólogos clínicos como

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