Cidades

2384 palavras 10 páginas
1. INTRODUÇÃO

O filósofo e antropólogo Olivier Mongin, em A Condição Urbana – A cidade na era da globalização alerta para a o crescimento desordenado das cidades e a necessidade de uma "cultura urbana dos limites". Em seu livro, ele defende que urbanização não é sinônimo de cidade e que a experiência de um lugar passa necessariamente por uma antropologia do próprio corpo. Nesse sentido, faz coro com Certeau (1982, p. 80), que afirma que “cada sociedade tem seu corpo, assim como ela tem sua língua”.

Não que, no livro, o autor pretenda configurar um modelo padrão de cidade, já que seria totalmente utópico. Mas Mongin acredita que seja imprescindível um modelo de organização territorial que,de forma estratégica, racionalize
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O francês destaca, em seu livro, alguns pontos sobre crescimento das metrópoles dentro de um contexto político.

O estudioso Olivier Mongin cita o exemplo da modularidade, ou seja, conjunto de intervenções que possibilitam uma melhor circulação de pessoas dentro das cidades seja a pé, de bicicleta, trem e outros meios de transporte. Para Mongin, não basta investir simplesmente em turismo, mas também na reorganização total da metrópole. Contudo, segundo ele, não existe um modelo-padrão de cidade.

Para Mongin, os espaços públicos se fragmentaram por conta da segurança. Foram criados espaços privados e conglomerados fechados como shoppings. O autor acredita que perdemos a noção de coisa pública, por isso, é preciso construir outros espaços públicos.

É quando entra em cena o urbanista:

“Falar da experiência urbana, isso equivale a evocar a figura do arquiteto e, portanto, a preocupar-se, como este último, em criar um conjunto com pedaços, em construir uma unidade com fragmentos. Mas e igualmente evocar a figura do urbanista, que, também ele, deve se esforçar por fazer permanecerem juntos elementos heterogêneos. Ora, hoje esse esforço e ainda mais louvável à medida que se assiste a desmembramentos territoriais e a segregações espaciais. Por outro lado, o fato de não ser um especialista autorizado não deve ser um defeito

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