Colonizadores e colonizados: meios de dominação e reação na América Colonial Portuguesa e Espanhola e na tentativa de estabelecimento da França Equinocial

3705 palavras 15 páginas
Universidade Estadual do Maranhão – UEMA
Centro de Educação, Ciências Exatas e Naturais – CECEN
Curso: História
Disciplina: Brasil Colonial
Professora: Helidacy Corrêa
Alunos: Cleison Vinícius Monteiro Lima e Jordana Silva Sousa

Colonizadores e Colonizados: meios de dominação e reação na América Colonial Espanhola e Portuguesa e na tentativa de estabelecimento da França Equinocial

São Luís
2013
Resumo

Após a crise do final da idade média, os europeus atravessaram o atlântico em busca de novas alternativas comerciais. Ao cruzarem terras americanas, depararam-se com nativos, encontraram-se em choque cultural com os mesmos e utilizaram diversas formas a fim de dominá-los e exercer a função
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Ao escrever sobre as razões que teriam propiciado tal vitória aos colonizadores, Tzvetan Todorov afirma que a primeira delas teria sido o comportamento ambíguo de Montezuma, imperador asteca, que inicialmente não teria oferecido resistência a Hernan Cortez, espanhol responsável pela conquista do império asteca, que atualmente equivale ao centro do México. Além de entregar-se facilmente à prisão, Montezuma fazia com que os seus correligionários parassem de atacar os invasores. Em meio a essas atitudes incompreensíveis, várias explicações surgiram na tentativa de dar sentido às mesmas. Na obra de Todorov, encontramos algumas possíveis razões para tal comportamento do rei asteca. Para o cronista Pierre Martyr, “Ele parecia obedecer a injunções muito mais duras do que as regras de gramática ditadas às criancinhas, e suportava tudo com paciência, para evitar um levante de seus súditos e seus grandes. Qualquer coisa lhe parecia menos difícil de suportar do que uma revolta do seu povo. É como se ele quisesse imitar Diocleciano, que preferiu tomar veneno a tomar de novo as rédeas do império ao qual tinha abdicado” (TODOROV, 1982, pág. 68). Tendo como base essas palavras de Pierre Martyr, é possível perceber o quanto Montezuma conhecia o potencial do seu “exército” e sabia que uma simples revolta seria capaz de dizimar os espanhóis,

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