Comentários da obra O Arcaísmo como Projeto

4368 palavras 18 páginas
Na Interpretação proposta por João Fragoso e Manolo Florentino, na obra O Arcaísmo como Projeto: mercado atlântico, sociedade agrária e elite mercantil em uma sociedade colonial tardia, de que maneira os elementos abaixo articulam-se para o estabelecimento e reiteração no tempo do escravismo colonial brasileiro:
• na metrópole portuguesa “o arcaísmo é ... um verdadeiro projeto social”;
• na colônia, a ação do capital mercantil produz uma “esterilização que não esgota”;
• “a dependência passa a redefinir-se enquanto um espaço de acumulação interna”.
Para compreender como ocorreu o estabelecimento e reiteração no tempo do escravismo colonial brasileiro os autores Fragoso e Florentino, primeiramente discutem as visões da historiografia
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Neste trabalho Prado Jr. é pioneiro na utilização da interpretação marxista para explicar a evolução econômica da Colônia brasileira e seus reflexos no presente. O elemento norteador do trabalho de Caio Prado é o que o autor chamou de sentido da colonização, ele aponta o motivo pelo qual se deu a nossa colonização. A ação colonizadora, resultado direto do desdobramento da expansão comercial européia, tinha o sentindo fundamental de formar de uma Colônia com uma sociedade e forças produtivas construídas para atender as necessidades metropolitanas fornecendo bens agrícolas tropicais.
No livro Formação Contemporânea do Brasil há um extenso estudo da economia colonial e da sua produção inteiramente voltada para a exportação. A organização econômica estava baseada na grande propriedade rural, nas monoculturas de exportação e no regime escravo. Importante ressaltar que o autor deixa claro que sempre houve uma atividade básica (agro-exportadora), concomitantemente também havia atividades subsidiárias que visavam atender às grandes lavouras escravistas de exportação (por exemplo, a pecuária bovina de subsistência), estas não afetaram as atividades dominantes da economia colonial.
Mas como disse Braudel em entrevista ao Jornal Folha de S.Paulo, a história econômica de Prado Jr. não é um campo fechado, mas uma história interligada, mesclada e intimamente a vida política e a evolução social, dessa maneira em seu trabalho há o estudo da organização

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