Cora

1290 palavras 6 páginas
AVALIAÇÃO GLOBAL DE PORTUGUÊS – 8º ANO A

O Velho Lobo Adoecera o lobo e, como não pudesse caçar, curtia na cama de palha a maior fome de sua vida. Foi quando lhe apareceu a raposa. — Bem-vinda seja, comadre! É o céu que a manda aqui. Estou morrendo de fome e se alguém não me socorre, adeus, lobo!... — Pois espere aí que já arranjo uma rica petisqueira — respondeu a raposa com uma ideia na cabeça. Saiu e foi para a montanha onde costumava pastar as ovelhas. Encontrou logo uma desgarrada. — Viva, anjinho! Que faz por aqui, tão inquieta? Está a tremer... — É que me perdi e tremo de medo do lobo. — Medo do lobo? Que bobagem! Pois ignora que o lobo já fez as pazes com o rebanho?
— Que me diz? — A verdade, filha. Venho da casa dele, onde conversamos muito tempo. O pobre lobo está na agonia e arrependido da guerra que moveu às ovelhas. Pediu-me que dissesse isto a vocês e as levasse lá, todas, a fim de selarem um pacto de reconciliação. A ingênua ovelhinha pulou de alegria. Que sossego dali por diante, para ela e as demais companheiras! Que bom viver assim, sem temor do lobo no coração! Enternecida disse: — Pois vou eu mesma selar o acordo. Partiram. A raposa, à frente, conduziu-a a toca da fera. Entraram. Ao dar com o lobo estirado no catre, a ovelhinha por um triz que não desmaiou de medo.
Vamos — disse a raposa —, beije a pata do magnânimo senhor! Abrace-o, menina! A inocente, vencendo o medo, dirigiu-se para o lobo e abraçou-o. E

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