Crianças escravas

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No século XVIII em todo o Brasil as crianças negras foram praticamente ignoradas, não há interesse em comentar como viviam os escravos e os pobres, as mulheres e, menos ainda, as crianças. A preocupação trata quase somente de assuntos políticos e econômicos. Só se preocupavam com a situação do povo quando havia perigo de revoltas e outros problemas. Existia uma alta taxa de mortalidade infantil, essa taxa se acentuava ainda mais se tratando de crianças negras. Mas a morte não era encarada como uma tragédia, outras crianças poderiam nascer substituindo as que se foram às crianças não eram vistas como seres que fazem falta, a mortalidade era tão alta que não se podia contar com o nascimento de escravos para suprir o mercado de trabalho. …exibir mais conteúdo…

Aqueles que eram livres podiam fazer da música um meio de vida desde a infância. Conforme vemos nas listas de pagamentos da irmandades, uma das despesas mais altas se dava com a música tocada e cantada nas festas da Igreja. Desde o tempo dos jesuítas se valorizava a participação de crianças nas cerimônias e nas festas religiosas como um meio de atraí-las para o catolicismo. Não existe fontes direta a respeito da moradia das crianças forras, mas certamente não sendo escravizadas, deviam morar com suas mães. Sabemos que as mulheres negras livres habitavam os lugares de mais difícil acesso, como os morros e isso fazia com que tivessem mais facilidade de contrabandear. Outro gênero de moradia comumente mencionada no período são os ranchos, que abrigavam sobretudo os escravos que trabalhavam na mineração. Precários, eram erguidos e abandonados conforme a necessidade.

CRIANÇAS ESCRAVAS, CRIANÇAS DOS ESCRAVOS

Se o destino fosse outro, Ullunga teria crescido entre os seus, numa aldeia angolana, e lá mesmo deixado de ser criança. Por conta de primeira menstruação, os mais velhos da linhagem lembrariam os ancestrais, bichos seriam sacrificados. Talvez fosse obrigada a ingerir algum alimento e pronunciar certas palavras. Ullunga talvez fosse até obrigada a trocar de nome. Eram ritos que marcavam a entrada na puberdade. Porem Ullunga caiu na rede do tráfico de escravos que se dirigia para o Atlântico em

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