Doença Azul do Algodoeiro

4162 palavras 17 páginas
Algodoeiro infectado pelo vírus da doença azul

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ALTERAÇÕES ANATÔMICAS EM ALGODOEIRO INFECTADO
PELO VÍRUS DA DOENÇA AZUL ( 1 )

JULIANA K. TAKIMOTO (2*,3); RACHEL BENETTI QUEIROZ-VOLTAN (4);
JOSÉ ALBERTO CARAM DE SOUZA-DIAS (2); EDVALDO CIA (5)

RESUMO
A doença azul do algodoeiro está associada a um vírus ainda pouco conhecido em suas características morfológicas e moleculares, tanto quanto a sua patologia e epidemiologia. O tipo de transmissão circulativa pelo afídeo vetor Aphis gossypii Glover, associado a recentes relatos de estudos moleculares, sustentam ser o agente etiológico uma espécie membro da família Luteoviridae. No presente trabalho, estudos anatômicos comparativos em plantas sadias e infectadas foram
…exibir mais conteúdo…
Bragantia, Campinas, v.68, n.1, p.109-116, 2009

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J.K. Takimoto et al.

1. INTRODUÇÃO
O algodoeiro, Gossypium hirsutum L., produz a fibra de origem vegetal mais consumida pela indústria têxtil mundial. No Brasil, continua sendo uma das culturas mais importante, gerando milhares de empregos diretos e indiretos em toda a sua cadeia produtiva. A recente evolução da cultura do algodão no Brasil está associada à sua expansão para o cerrado, fazendo com que os estudos se voltem para cultivares com características adaptadas ao clima e resistência à ramulose, uma doença de importância na região (FREIRE , 1998). Como as cultivares nacionais não eram resistentes a esta doença nem adequadas à colheita mecânica, foram introduzidas dos Estados
Unidos e da Austrália, respectivamente, as cultivares
DELTAPINE ACALA 90 e CS-50. Estas cultivares possuíam qualidades de fibra e de produção (F REIRE et al., 1999), porém eram extremamente suscetíveis às viroses, principalmente à doença azul do algodoeiro
(FREIRE, 1998). Esta doença até então não era problema, mas passou a causar enormes prejuízos em Mato
Grosso, Goiás, Minas Gerais, São Paulo, no Paraná e
Paraguai (FREIRE et al., 1999).
A doença azul do algodoeiro, também conhecida como ‘cotton blue disease’, foi relatada pela primeira vez na República Centro-Africana (CAUQUIL e FOLLIN, 1983) e, posteriormente, em diversas regiões da África: Tchad, República dos Camarões, Zaire,
Benin; na

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