ESTADO E POLÍTICA SOCIAL: QUESTÕES TEÓRICAS HISTÓRICAS; AS EXPRESSÕES DA QUESTÃO SOCIAL NO CONTEXTO DA GLOBALIZAÇÃO E DA REESTRUTURAÇÃO PRODUTIVA CONTEMPORÂNEA

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Em tempos de mundialização do capital, órgãos financeiros, com destaque ao o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) no período de 1994-2002, desenvolveram estratégia política, econômica e social, através de dois caminhos: empréstimos de emergência e ênfase na modernização do Estado como forma de elevar a capacidade governamental de gerir políticas públicas. Nesse período, o combate à pobreza e a promoção de melhor distribuição de renda ganharam amplitude, com a introdução do apoio à saúde (Averburg 2003). Estas ações visavam atenuar o agravo das expressões da questão social. Para o consultor do BID, Bernard Kliksberg (1997 e 2002), a resposta para o enfrentamento da desigualdade social, do círculo perverso da exclusão na América …exibir mais conteúdo…
Para tanto, é prioritário que a descentralização das políticas sociais venha acompanhada da participação dos usuários dos serviços prestados por qualquer instituição pública.
Urge também que o gestor busque o diálogo, a indagação para construção de uma agenda reativa, a formação de uma rede de contatos, a revalorização dos recursos humanos, um perfil de bom negociador , o trabalho na perspectiva da interdisciplinaridade, ter formação e informação de boa qualidade.
Porém, vejo que o embate maior está ainda em fazer com que as instituições públicas alcancem um padrão de excelência. Isto significa que será preciso não só promover modernizações tecnológicas, mas, sobretudo, resgatar a noção de serviço público, com suas implicações de rigor, de heterogeneidade e de honestidade da função. Toda a imagem negativa acumulada pelos serviços públicos junto aos cidadãos é a face de um complicado processo de desgaste da legitimidade do Estado cujos desdobramentos parecem longe de se esgotar.
Na área de saúde tem-se como exemplo os serviços de saúde precarizados, com falta de recursos humanos e de uma política de gestão do trabalho. Estas questões levam a uma crise na política publica de saúde, a uma corrida para os planos privados e/ou consultas populares, que também não têm

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