Farmacovigilância: a importância da notificação de reações adversas em oncologia

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2 INTRODUÇÃO

O câncer é uma doença caracterizada pela multiplicação e disseminação descontroladas de formas anômalas de células do organismo. Trata-se de uma das principais causas de óbito em nações desenvolvidas1. O mesmo representa um conjunto de mais de 100 doenças e é definido como enfermidades complexas de caráter mutacional, proliferativo, de crescimento celular aberrante, em que células em um mesmo microambiente, invadem os tecidos e órgãos adjacentes, podendo migrarem para regiões distantes do organismo, evento este conhecido como metástase2,3.
Entre as características do tumor maligno estão a auto-suficiência da sinalização de fatores de crescimento, insensibilidade a inibidores do crescimento, inibição da morte celular
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Como por exemplo: a Oncovigilância, para notificação das RAMs quanto ao tratamento com antineoplásico6.
São consideradas reações adversas graves aquelas que causam ameaça à vida, hospitalização ou prolongamento desta, incapacidade funcional significativa permanente ou persistente, anomalia congênita, evento clínico significativo7.
A notificação é um ato de informar a ocorrência de um efeito adverso relacionado ao medicamento para detentores de registros, autoridades Sanitárias ou outras organizações. Podem notificar profissionais como também instituições de saúde, indústria farmacêutica, estabelecimentos farmacêuticos e pacientes7.
Desta forma, esse projeto buscará diminuir a lacuna ainda existente no estudo da utilização segura de novos medicamentos antineoplásicos, como também incentivar a colaboração entre os profissionais de saúde enfatizando a importância desse processo de notificação no Brasil.
Portanto se torna evidente a necessidade de estudos clínicos de fase IV (pós-comercialização), onde se pode monitorar a relação entre risco benefício do tratamento, visto que algumas reações adversas provocadas por esses agentes ainda são desconhecidas, surge então o processo de Notificação de Reações Adversas (RAMs) em oncologia ou oncovigilância.

Figura 1: Tipos de câncer mais incidentes estimados para 2010, exceto, pele não melanoma, na população brasileira (Fonte: INCA, 20103). 3 OBJETIVOS

3.1GERAL

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