Filme "A pele que habito" e o ciborgue de Donna Haraway

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Perturbador. É impossível desassociar o filme “A Pele que Habito” desse adjetivo. No filme, o diretor espanhol Pedro Almodóvar traz um médico cientista capaz de ultrapassar limites e transpor a barreira da ética, movido pela paixão. Este médico, interpretado por Antonio Bandeiras, é Robert Ledgard, um cirurgião plástico que depois da morte da sua esposa, gravemente queimada num acidente de automóvel, se interessa pela criação de uma pele com a qual poderia tê-la salvo. Existem, claro, outros fatos ligados à morte da mulher, assim como ao suposto estupro da sua filha.
Durante um casamento, que deveria servir como uma reintegração de sua filha, Norma (Bianca Suárez), que sofre psicologicamente em razão da morte da mãe – morte esta que presenciou –, conhece um rapaz. Embriagado e sob efeito de drogas, o jovem Vicente (Jan Cornet) e Norma, também com os sentidos alterados em virtude da alta dosagem de medicações que ingeria, saem rumo ao jardim. Num dado momento, eles deitam sob uma árvore. O pai, que vigiava a filha sob olhares atentos, a perde de vista e a encontra deitada no jardim, desacordada, e com peças de roupas distantes do seu corpo. Não há evidências, entretanto, de que tenha ocorrido de fato o estupro que Richard Ledgard supõe ter ocorrido. Ao acordar a filha, esta entra em um surto psicótico e passa a associar a imagem do pai àquela do ‘estuprador’. Estuprador este que nunca existiu, já que não houve estupro. É interessante destacar que neste momento, a música

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