Fisiologia do torax

8270 palavras 34 páginas
EXAME FÍSICO DO TÓRAX

A propedêutica do aparelho respiratório permite que se use, com toda a sua potencialidade, a clássica simiotécnica da inspeção, palpação, percussão e ausculta. Para sua metódica execução, e com vantagem de facilitar a localização dos achados do exame físico, é de toda a conveniência recordar as diferentes linhas e regiões torácicas. Há alguns pontos de referência no tórax que merecem ser assinalados: o ângulo de Louis, o ângulo de Charpy e a vértebra proeminente. O ângulo de Louis, constituído por uma saliência transversal que se nota na junção do manúbrio com o corpo do esterno, corresponde à articulação da 2ª costela. No dorso, o ângulo de Louis projeta-se na altura da 4ª vértebra dorsal. A bifurcação
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Para a inspeção das faces laterais, o doente deverá elevar e fletir os braços de modo que as palmas das mãos se apóiem na nuca. Inicia-se a inspeção por uma visão panorâmica do tórax, comparando-se um hemitórax com o outro para surpreender possíveis assimetrias e anormalidades. Desde que o exame do tórax é realizado como parte de um todo, numa seqüência habitual da observação clínica, subentende-se que alguns dados já terão sido explorados no exame físico geral. É importante observar a pele (cicatrizes), tecido celular subcutâneo e músculos (atrofias, edemas, etc.) e circulação colateral.

Forma do tórax:

O tórax normal revestirá as características do biótipo normolíneo, longilíneo ou brevilíneo. As deformações bilaterais do tórax podem ser de origem congênita ou devidas as alterações gerais ou a doenças do aparelho respiratório. Neste grupo poderemos considerar as seguintes formas patológicas:

Tórax enfisematoso, inspiratório, em tonel, em barril ou globoso: aumento dos diâmetros antero-posterior e transverso, costelas horizontalizadas, diafragma horizontalizado, apagamento das fossas supra e infraclaviculares, até abauladas, acentuação da convexidade dorsal da coluna. O ângulo de Charpy tem tem mais de 90º. Dá a impressão do tórax em inspiração permanente. É o tórax do enfisema pulmonar crônico difuso.

Tórax chato, expiratório, paralítico ou tísico: é também chamado de tórax em expiração permanente;

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