Guerras culturais

948 palavras 4 páginas
Centro Universitário Para o Desenvolvimento do Alto Vale do Itajaí
Curso de Direito
Antropologia
Prof. Jean Segata
Larissa Maciel Deschamps

Introdução: Guerras Culturais

O presente texto é uma resenha de um trabalho intitulado Introdução: guerras culturais de Adam Kuper, que compõe o livro “Cultura: a visão dos antropólogos”, publicado em 2002, pela editora Edusc, de Bauru, SP. O autor inicia o texto fazendo uma critica ao uso que as pessoas dão ao termo “cultura’’, diz que todos dão importância demais para ela. Ele cita, por exemplo, o caso de duas empresas que se juntam e isso não da certo, todos dizem que a razão é a diferença entre as culturas. Ele segue o texto situando a cultura, diz que todos descobriram
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Outro ponto importante foi a criação de Darwin: A Descendência do Homem (1871). Onde ele colocou possibilidade de que o comportamento humano poderia ser explicado em termos biológicos. Enfim, que os homens foram uma evolução dos macacos, ou seja, que raças superiores vêm da evolução das inferiores. Em resposta à revolução Darwiniana a cultura ganhou uma nova concepção. Conforme sugere Kuper(2002) ela diferenciava o ser humano dos outros animais e distinguia as nações umas das outras. E ela não era herdada biologicamente, mas sim assimilada, adquirida e até mesmo emprestada. (KUPER, 2002, p. 33). O maior argumento contra o darwinismo foi de Ernst Haeckel, ele usou acusações baseadas na política como a que a teoria poderia ser usada para demonstrar a superioridade da raça prussiana. Adolf Bastian tentou mostrar que não existem culturas puras, ela depende de vários fatores e está sempre mudando. Ele diz que as mudanças culturais são resultado de processos locais imprevistos. Nesse caso, da antropologia liberal berlinense, se as culturas são abertas, elas não poderiam expressar uma identidade imutável, de caráter racial. Foi isso que Franz Boas introduziu na antropologia americana. Os boasianos eram contra explicações raciais de diferença, acreditavam que era a cultura quem fazia as pessoas e não a biologia. Talcott Parsons diz que a cultura é definida em oposição a algo mais, que o ser humano tem a

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