História do telejornalismo no brasil

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No início de sua história, a linguagem do telejornal era mais próxima à do rádio. As frases eram longas e traziam muitos detalhes sobre os assuntos enfocados. Na transmissão da notícia, o locutor passava os acontecimentos como eles ocorriam e dava ao conteúdo todos os detalhes e adjetivos possíveis. Por esse quadro, o programa de maior sucesso da década de 1950 o “ Repórter Esso” se transformou num grande sucesso na TV. O ícone do rádio foi transmitido pela primeira vez na TV, em 1º de abril de 1952, apresentando 33 minutos de duração. Com a frase “Aqui fala o seu Repórter Esso – testemunha ocular da história”, o gaúcho Gontijo Teodoro comandava o programa. Ao longo de 18 anos, essa chamada colocava os brasileiros na frente da TV.
Desde
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Como se sabe, a televisão exerceu fascínio sobre os brasileiros, mas apesar disso, os noticiários não se destacavam na programação das emissoras. A televisão perdia para o rádio na rapidez da notícia. Naquela época, os aparelhos de televisão eram raros (um luxo) e, por essa razão, as críticas feitas aos telejornais ficavam restritas a uma pequena parcela da população. Mas, o cenário começou a mudar quando o patrocinador do ‘Repórter Esso’ firmou apoio ao jornal junto a uma agência de notícias norte-americana, a United Press Internacional. Com o acordo, as matérias deixaram de ser basicamente orais e passaram a ter mais ilustrações. Esta possibilidade aumentou o ‘poder de sedução’ dos noticiários sobre o telespectador.

As emissoras brasileiras intensificaram a presença dos telejornais em sua grade de programação somente na década de 1960. Na época, mais avanços tecnológicos entravam nas emissoras e o país inaugurava a sua nova capital, Brasília. No âmbito dessa mudança, entra o “Jornal de Vanguarda” pela TV Excelsior. Os jornalistas eram os produtores do jornal e na sua apresentação havia cronistas especializados em cada editoria. Entre eles, destacavam-se Newton Carlos, Villas-Boas Correia, Millôr Fernandes, João Saldanha, Gilda Muller e Stanislaw Ponte Preta – com seus comentários satíricos sobre a realidade brasileira, entre outros (REZENDE, 1985, p. 107).

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