Modernismo no brasil: escola paulista

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Modernismo no Brasil: Escola Paulista
Definição: Escola Paulista é o termo pelo qual uma parcela importante da produção moderna da arquitetura brasileira é comumente reconhecida pela historiografia, mas não identifica toda a produção arquitetônica do estado de São Paulo. Trata-se, originalmente, da arquitetura produzida por um grupo radicado em São Paulo, que, com a liderança de Vilanova Artigas (1915-1985), realiza uma arquitetura marcada pela ênfase na técnica construtiva, pela adoção do concreto armado aparente e valorização da estrutura.

Panorama Político do Período
A produção moderna no Brasil teve como pano de fundo um panorama político-ideológico contraditório, assim como ocorreu em diversos outros países no subcontinente
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Já em 1939, tinha o conhecimento de linguagem racionalista de Gregori Warchavchik, principal expoente do modernismo na arquitetura paulista. Teve repulsa pelo geometrismo devoto deste arquiteto e pelas incoerências sob o ponto de vista técnico e funcional.
“O que me irritava na arquitetura de Warchavchik e de outros é que as coberturas das casas modernistas deles tinham um telhado e uma platibanda que escondiam a estrutura [...]”.

Em 1944, afasta-se da construtora e decide montar escritório próprio, ao lado do calculista Carlos Cascaldi, e, engajado na política de regulamentação da profissão, funda com outros colegas, a representação do Instituto dos Arquitetos do Brasil – IAB/SP, em São Paulo.
Em 1945, Artigas filia-se ao PCB.

Recebe, em 1947, uma bolsa de estudo da Fundação Guggenheim, que lhe permite viajar por 13 meses pelos Estados Unidos. Participa, em 1948, da criação da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo - FAU/USP, onde passa a lecionar.

O arquiteto contestava posturas “revivalistas” na forma arquitetônica, sem, contudo, deixar de lado os ataques à arquitetura moderna como uma forma de dominação do capitalismo.
Em dois artigos, “Le Corbusier e o Imperialismo” (1951) e “Os Caminhos da Arquitetura Moderna” (1952), Artigas sentenciava: “A arquitetura moderna, tal como a conhecemos, é uma arma de opressão, arma da classe dominante; uma arma de opressores contra

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