Monografia - subjetividade de clarice lispector

3259 palavras 14 páginas
A NARRATIVA INTIMISTA E A SUBJETIVIDADE EM A PAIXÃO SEGUNDO G.H., DE CLARICE LISPECTOR Monique Lima dos Santos Matrícula: 08102117 Curso de Letras Habilitação Português-Inglês

RESUMO: Este artigo analisa a obra de Clarice Lispector, procurando ver as subjetividades nela contidas, especificamente no romance A paixão segundo G. H. O objetivo é esclarecer a subjetividade desta obra, como também identificar e entender a narrativa intimista presente nas obras da autora. O alvo deste artigo tem também como primazia perceber que Clarice utiliza a narrativa intimista para atingir seus leitores em zonas mais profundas e inusitadas de seu ser íntimo, essa sondagem feita pela escritora determina características especificas de seu estilo.
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H. fossem veementemente anulados para dar lugar a uma desconhecida coragem. Coragem foi um dos elementos principais narrados e explicitados por G. H. Primeiro, ela comenta um sorriso sarcástico e majestoso sobre sua satisfação ao cometer um ato proibido (LISPECTOR, 2009, p. 35). Uma mulher de classe média que, naquele momento, não está enclausurada pelas proibições impostas pela sociedade, sindico, condomínio ou desejo próprio, cuja limitação é imposta por forças maiores. G. H. estava se libertando do padrão pela sociedade e por ela mesma. Sua existência começava ali em um ato proibido, mas ela só daria conta disso, de sua coragem, ao atravessar o corredor que seria, de fato, um atalho para a íntima descoberta de si mesma. Em segundo, a coragem se dá ao deparar-se com um ambiente denominado bas-fond. Por que um lugar tão inferior e solitário desvendaria um ser tão intenso através de um ser tão ignóbil? Porque é assim. É vivendo o mais profundo e desprezível que nos damos conta do que é importante em nós e na nossa essência. G. H. percebeu isso ao se deparar com um espaço que a surpreendeu desde a claridade até a forma em si. Se ela estava alienada na mesa do café há algumas horas, ali ela conscientizou-se de tudo que não sabia ou sentia. Sentiu desprezo, raiva, hostilidade e, por fim, a paixão. G. H. tinha o intuito de limpar ou arrumar, e foi surpreendida pela passividade de ser arrumada intimamente. Ali,

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