Morte e vida severina a luz do debate teórico-histórico da acumulação primitiva do capital.

1699 palavras 7 páginas
O poema morte e vida severina de João Cabral de Melo Neto retrata a história de Severino, que representa todos os trabalhadores que pela condição social são considerados severinos. Pertencentes a uma comunidade simples do campo são subjugados pelos senhores feudais, obrigados a trabalhar de maneira desumana, sem nenhum direito, vendendo a única mercadoria que possuem: a força de trabalho usada na terra, para alcançar o necessário para sua subsistência. É retratada uma sociedade com grande desigualdade social, no qual os menos abastados são expropriados de suas terras e ferramentas de trabalho. Assim, explorados, saem de suas terras em busca de novas oportunidades. Ao longo dessa caminhada, Severino percebe que não há muita diferença dos lugares onde passa para o lugar de sua morada. Este percebe que a desigualdade existente em sua terra não é única, é igual em outros lugares, assim como a miséria. Somos muitos Severinos iguais em tudo na vida Na mesma cabeça grande Que a custo se equilibra No mesmo ventre crescido Sobre as mesmas pernas finas E iguais também porque o sangue Que usamos tem pouca tinta. E se somos Severinos Iguais em tudo na vida, Morremos de morte

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