O conto da mulher de Bath, de Geofrey Chaucer

1686 palavras 7 páginas
Acadêmica: Kathylenn Leticia Ávila Costa.

O CONTO DA MULHER DE BATH, DE GEOFREY CHAUCER:
UMA MULHER ATÍPICA DA IDADE MEDIEVAL

O conto da mulher de Bath nos faz pensar como a mulher foi e é vista pela nação e nos faz questionar também a respeito dos valores morais da sociedade em relação às mulheres desde a época medieval até ao século XXI. Será que podemos afirmar que houve grandes mudanças ou ainda vivemos em um mundo preconceituoso que ainda acha que mulher tem que cuidar apenas dos afazeres domésticos e ser submissa ao homem? Para percebermos se ocorreu alguma mudança é necessário fazer uma análise do passado para que possamos assim, perceber se mudamos ou não. Ainda hoje é bem comum vermos questões similares às do conto e isso
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Criticando a maioria das convenções sociais da época, a mulher de Bath retrata bem a situação da mulher diante do casamento e da sexualidade. Ela, por exemplo, defende a tese de que a bigamia não é uma máxima apenas masculina, mas uma ordem de Deus a ambos os sexos. O trecho abaixo demonstra as argumentações dela sobre o número de maridos que uma mulher poderia ter:

“Quantos afinal, ela podia desposar? Até hoje, pelo que eu saiba, ninguém definiu esse número. Por isso deixo que os outros façam suas suposições e as suas interpretações; quanto a mim, o que sei é que Deus, expressamente e sem mentira, ordenou-nos claramente isto: “Crescei e multiplicai-vos!”E esse texto gentil entendo muito bem”. (Chaucer, 1988, p. 137)

A personagem cita ainda Abraão e Jacó, como exemplos de homens santos, mas que puderam ter várias mulheres, pois ambos desposaram mais de uma esposa e cita também Salomão que teve nada menos que setecentas esposas.
Já a questão da sexualidade é por ela encarada de maneira ousada e perspicaz. Chaucer procura aqui uma espécie de crítica em que desvenda os desejos do sexo feminino, vistos antes por uma direção obliquamente preconceituosa, em uma época com muitos tabus e censuras.
Ao falar de divórcio e virgindade, a mulher de Bath considera a virgindade como perfeccionismo e argumenta que a perfeição é uma virtude e quesito proveniente dos santos e de Jesus Cristo, não dela, uma simples mortal. Ela faz até mesmo uma analogia

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