O realismo político e a autonomia política em maquiavel

5684 palavras 23 páginas
UNIVERSIDADE ESTADUAL VALE DO ACARAÚ – UVA CENTRO DE FILOSOFIA, LETRAS E EDUCAÇÃO – CENFLE CURSO DE FILOSOFIA

AUTONOMIA POLÍTICA E REALISMO POLÍTICO EM MAQUIAVEL

LEONE AGAPITO LIMA

SOBRAL 2012

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AUTONOMIA POLÍTICA E REALISMO POLÍTICO EM MAQUIAVEL

Trabalho de Conclusão de Curso apresentado ao Curso de Filosofia da Universidade Estadual Vale do Acaraú como um dos pré-requisitos para a obtenção do grau de Bacharel em Filosofia. Orientador: Prof. MSc. Renato Almeida de Oliveira

LEONE AGAPITO LIMA

SOBRAL 2012

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AUTONOMIA POLÍTICA E REALISMO POLÍTICO EM MAQUIAVEL
Leone Agapito Lima

Resumo Este artigo tem o objetivo de abordar duas questões que foram marcantes e também o grande diferencial na obra O Príncipe, de Nicolau Maquiavel:
…exibir mais conteúdo…
101) O autor percebeu que a política para acontecer de verdade precisava ser autônoma. A política deve ser independente, independente da religião, do direito, da ética comum. Para Maquiavel, a política tem a sua própria ética, as suas próprias leis. O estado não pode se sujeitar a nada que comprometa a sua segurança. E olhando para a trajetória política de Maquiavel, já era de se esperar que ele fosse o mais realista possível em suas colocações, na sua maneira de ver a realidade. Para Maquiavel, o príncipe deve agir buscando sempre o interesse do principado, deve estar atento para as questões reais, porque ele mesmo diz que a realidade é bem diferente do que deveria ser. O príncipe deve aproveitar cada oportunidade, sejam os momentos de sorte, de fortuna, deve ser virtuoso o bastante para não deixar as oportunidades passarem. Ele deve tirar tudo o que for possível de todas as ocasiões para fortalecer o Estado.

1. Contextualização do Pensamento Político de Maquiavel

5

A realidade política em que Maquiavel vivia era incontestavelmente diferente dos ideais que ele acreditava e que desejava que os príncipes devessem seguir. A Igreja exercia influência direta na política, como em toda a sociedade em geral. A Igreja ganhou tanta autonomia que a sua autoridade ia muito além do caráter religioso, gozava também do poder temporal. Este que, por sua vez, era tido como inferior e deveria se submeter ao poder

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