O trabalho de um antropólogo - A psicopatia infantil

2265 palavras 10 páginas
1. A PSICOPATIA INFANTIL

A psicopatia infantil é um assunto muito delicado de ser tratado em qualquer lugar do mundo e em qualquer época. Porém, com o aumento de casos e de relatos, o assunto sofreu grande impacto, sendo exposto e divulgado com mais preocupação e fazendo com que as pessoas prestem mais atenção no mesmo. Apesar de ser um assunto em termos chocante, justamente por não ser tão “comum”, a frequência se tornou tanta que um espaço foi aberto para se discorrer sobre o mesmo na sociedade.
De acordo com o DSM-VI (Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais), uma criança não pode ser considerada psicopata, que diz com clareza que a psicopatia só é diagnosticada em indivíduos de no mínimo 18 anos. Entretanto, um caso
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2.2 Ouvir
Após observarmos as reações durante a apresentação do documentário, realizamos uma entrevista com cada indivíduo:

• Você acredita que crianças podem ter comportamentos psicopatas e cometer atos hediondos, ou é somente sensacionalismo midiático? Justifique sua resposta.
Viviani: Sou professora de escola pública e já vi muitos casos parecidos. Crianças maltratadas são capazes de tudo, sem ter consciência do que estão fazendo.
Diogo: Se pessoas adultas e com total consciência dos malefícios que atos hediondos trazem e causam (como no caso de Beth) são capazes de realizá-los, quem dirá uma criança em fase de crescimento e aprendizado, onde, nessa idade, adquire o que é necessário para uma boa formação? Não seria capaz? É como se o agressor o ensinasse a fazer aquilo. A mídia é sensacionalista sim, mas acredito que crianças sejam capazes de atos desumanos, a própria Beth descreveu isso em vídeo.
Débora: Sim, por ela estar com aquela revolta, aquele trauma, então o que ela passou faz com que ela prejudique o outro, afinal ainda não tem muita consciência do que é certo e errado.
Gilson: Sim, pra ela ter apresentado esses comportamentos, alguma coisa aconteceu mais de uma vez como o abuso, aconteceu algo para ela ter esse tipo de reação.

Rodrigo: Com certeza acredito. Porque já tive de lidar com crianças, adolescentes e adultos, vítimas de abuso. Já vi esse tipo de comportamento de perto.
Flávia: Acredito

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