Os sem-terra, ONGs e cidadania

3362 palavras 14 páginas
Síntese do texto
GOHN, Maria da Gloria. Os sem-terra, ONGs e cidadania: a sociedade civil brasileira na era da globalização. São Paulo: Cortez, 1997. Capítulos 1 e 2

CAP. 01 | MOVIMENTOS, ONGs E LUTAS SOCIAIS NO BRASIL NOS ANOS 90
Movimentos sociais na realidade contemporânea brasileira

Os anos 80: a era da participação o Surgimento, na dec. 80 dos chamados “novos movimentos sociais” ligados à área urbana, contrapostos aos ditos velhos movimentos sociais já expressos no modelo clássico de Associações de Moradores e Sociedades de Amigos do Bairro. De um modo geral, esses novos movimentos se diferenciavam em termos de suas práticas sociais e nos modos de organizar as comunidades. o Aos poucos essa ideia de “novo” começa a ser
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o Cresce o número de ONGs e de políticas de parceria com o Estado, voltadas para a desregulamentação do papel do Estado na economia e na sociedade como um todo, transferindo responsabilidades. Dessa interação surge o chamado Terceiro Setor da economia por meio de trabalhos cooperativos focados no mercado informal. o O poder público passa a ser agente repassador de recursos, em uma operação intermediada pelas ONGs. As ações começam a ter como foco o sucesso de metas em detrimento de questões ideológicas, pois custam o emprego de profissionais assalariados. o Surge ainda a figura do público-não-estatal, no qual os movimentos passam a considerar o Estado não mais como um inimigo, mas um interlocutor e possível parceiro no campo das disputas políticas. As demandas, nesse aspecto, tem caráter contraditório: para alguns são conquistas, para outros, mecanismos de diminuição dos custos estatais. o Surge, no plano teórico-conceitual, a análise dos excluídos em relação aos movimentos sociais. A pobreza e o desemprego contínuo são as novas questões da cidadania. o Estudos recentes (Baiarle) têm apontado alguns limites no uso que se tem feito das categorias da cidadania, por ela ser pensada dentro da lógica de pertencimento ou exclusão, fundada na tradição liberal, pressupondo espaços, sujeitos e lugares previamente definidos. Esta lógica dificulta o entendimento da construção de espaços de interpenetração entre o público

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