Pescadores e anzóis

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Pescadores e Anzóis

Teorias são redes; somente aqueles que a lançam pescarão alguma coisa.
O uso de analogias não é gratuito. E, se a analogia para a teoria é um instrumento de pescaria, pode-se visualizar o cientista como um pescador lançando redes e recolhendo os mais inesperados espécimes neste mar infinito da realidade.
É evidente que nem as redes dos pescadores nem as dos cientistas caem dos céus. Elas têm de ser construídas. O pescador faz suas redes com fios. O cientista, com palavras. Estas redes construídas com palavras têm o nome de teorias. Um cientista que consegue decifrar o código de uma mensagem cifrada conseguiu uma rede para segurar os peixes que lhe interessam.
É cientista aquele que sabe usar e fazer
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Cientistas que estudam exatas com costumeira frequência tiram sarro das humanas, mas esquecem de levar em conta que o rigor de uma ciência é determinado pela rotina do objeto ali estudado. É muito mais fácil estudar coisas mais previsíveis do que o comportamento de um ser humano, que é algo mais complexo. Um indivíduo é um ser único. Sobre ele não se pode fazer ciência. Mas o fato é que todos os indivíduos se encontram localizados em certas entidades sociais, que são sociais exatamente por serem comuns e universais. Aquele que estuda a parte

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