Positivismo: uma primeira forma de pensamento social

2253 palavras 10 páginas
EDUCAÇÃO e SOCIEDADE – CURSO DE PEDAGOGIA
POSITIVISMO: UMA PRIMEIRA FORMA DE PENSAMENTO SOCIAL

COSTA, Cristina. Sociologia - Introdução à ciência da sociedade. 2 ed. São Paulo: Moderna, 2004.

INTRODUÇÃO: CIENTIFICISMO E ORGANICISMO
A primeira corrente teórica sistematizada de pensamento sociológico foi o positivismo, a primeira a definir precisamente o objeto, a estabelecer conceitos e uma metodologia de investigação. Além disso, o positivismo, ao definir a especificidade do estudo científico da sociedade, conseguiu distinguir-se de outras ciências estabelecendo um espaço próprio à ciência da sociedade. Seu primeiro representante e principal sistematizador foi o pensador francês Auguste Comte. (....)
O positivismo derivou do
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De outra forma seria impossível racionalizar a exploração da matéria-prima e da mão de obra, de modo a permitir o consumo de produtos industrializados europeus e a aplicação rentável dos capitais excedentes na Europa, nesses territórios. Transformar esse mundo conquistado em colônias que se submetessem aos valores capitalistas requeria uma empresa de grande envergadura, pois dessa transformação dependiam a expansão e a sobrevivência do capitalismo industrial. Assim a conquista, a dominação e a transformação da África e da Ásia pela Europa precisavam apresentar uma justificativa que ultrapassasse os interesses econômicos imediatos. Isso explica o fato de a conquista européia estar revestida de um manto humanitário que ocultava a violência da ação civilizadora. Assim, a conquista e a dominação foram transformadas em “missão civilizadora”. Países com a Inglaterra, França, Holanda, Alemanha, Itália se apoderavam de regiões do mundo cujo modo de vida era totalmente diferente do capitalismo europeu. A “civilização” era oferecida mesmo contar a vontade dos dominados, como forma de “elevar” essas nações do seu estado primitivo a um nível mais desenvolvido. A atuação dos europeus sobre os demais continentes foi intensa, no sentido de transformar suas formas tradicionais de vida e neles introduzir os valores do colonizador. Como foi dito, essa nova forma de colonialismo se assentava na justificativa de que a Europa tinha, diante dessas sociedades, a obrigação

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