Proverbios

1468 palavras 6 páginas
As (des)Conhecidas Expressões Populares Portuguesas
Sabia que o Terramoto de Lisboa de 1755 é um dos grandes responsáveis por muitas das expressões que ainda dizemos hoje em dia? E que “ter ouvidos de tísico” é o mesmo que ter ouvidos de quem tem tuberculose pulmonar?
Muitas das expressões que ouvimos no dia-a-dia nasceram há dezenas (ou até centenas) de anos. Contamos aqui a origem de algumas das expressões mais usadas pelos portugueses.

“O primeiro milho é dos pardais”

Significado: Os mais fracos aproveitam as primeiras vantagens.

Origem: No tempo dos Romanos, era costume os agricultores oferecerem os primeiros frutos das suas colheitas às aves. Pensava-se na altura que eram as aves que levavam as oferendas aos deuses. O
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“Mal e porcamente”

Significado: De modo imperfeito; muito mal.

Origem: A expressão inicial nem era esta. Mas nem toda a gente compreendia o que queria dizer “mal e parcamente”, ou seja, com poucos recursos. Portanto, este advérbio foi facilmente alterado para algo mais acessível.

“Fazer tijolo”

Significado: Morrer.

Origem: A destruição causada pelo Terramoto de 1755 foi tremenda. Hoje em dia, é praticamente inimaginável. E a falta de recursos para a reconstrução também.
Com o objectivo de utilizar a argila para fazer tijolos, de modo a reerguer as casas que caíram, os restos de antigos cemitérios árabes foram reutilizados. Mas, entre a argila, eram frequentemente encontradas ossadas. Daí que tivessem surgido frases como “daqui a uns tempos estou a fazer tijolo” entre os populares.

“Andar em fila indiana”

Significado: Andar em fila; uns atrás dos outros.

Origem: Os índios americanos andavam sempre em fila para, à medida que fossem avançando, irem apagando as pegadas dos que iam à frente. Quando os “caras pálidas” viram este comportamento, não hesitaram em começar a utilizar o termo “fila indiana”.

“Fazer tábua rasa”

Significado: Esquecer completamente um assunto.

Origem: Os empiristas romanos, seguidores do filósofo grego Aristóteles, diziam que a alma sem experiência era como uma tabula rasa. A tabula rasa era uma pequena tábua de cera que não tinha nada escrito ou desenhado. Mais tarde, o termo foi adaptado à vida urbana e

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