Psicologia da sexualidade - artigo schopenhauer

1405 palavras 6 páginas
SCHOPENHAUER E A SEXUALIDADE

Belém
2011

INTRODUÇÃO

Neste trabalho demonstrarei a visão de Arthur Schopenhauer (1788-1860) sobre a sexualidade, ou melhor, sobre o amor sexual em que por mais pura e sincera seja a demonstração de amor aos moldes romântico e clássico, não passa instintivamente de desejo, ou mais filosoficamente, fazendo uso do termo caro em Schopenhauer, da Vontade. Para o filósofo, não existe amor sem sexo, sendo que o primeiro é mero instrumento da natureza para servir aos desígnios da verdadeira Vontade, ou seja, o homem é puro instinto mascarado com a razão e com ilusões que embelezam o impulso sexual. Também irei expor brevemente aqui uma possível co-relação entre Schopenhauer e Freud (1856-1939), no que diz
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[8] Em outra palavras, para o filósofo, o inconsciente sempre exerce e está presente nas escolhas ditas amorosas, não há escolhas amorosas e sim determinações inconscientes regradas por um vontade entrelaçada num impulso sexual. Portanto podemos afirmar que esse amor schopenhaueriano pressupõe uma metafísica do sexo, ou seja, na medida que no amor está enraizado, que tem como fundamento, que garante possibilidade, o sexo, ou melhor, o impulso sexual. Toda e qualquer manifestação de amor, como dizeres, gestos, olhares, atitudes, refletem e possuem na sua imanência, a vestimenta sexual, da satisfação do indivíduo e de sua natureza natural, a Vontade. Todavia, esse amor sexual pode encontrar seu equilíbrio num parceiro na medida em que ambos sofrerem uma neutralidade natural, ou seja, a profunda paixão amorosa tem que ser sentida em graus relativamente parecidos, assim o “amor” poderá ser sentido em sua completude doadora e receptiva, ambos deteriam um “amor” completo no que diz respeito as suas impulsividades sexuais e instintivas e assim ambas individualidades se mesclariam.

“Para a neutralização mútua de duas

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