Psicoterapia de grupo na abordagem fenomenológico–existencial

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INTRODUÇÃO A grupoterapia é em sua essência um trabalho solidário, um continente seguro para os momentos de crise, espaços de troca, de novas vivências e suporte para reorganização de novos conhecimentos e da própria vida (FILHO, 1997, pg.201).
Na psicoterapia existencial enfatizam-se as dimensões históricas e de projeto e a responsabilidade individual na construção do seu-mundo, visa à mudança e a autonomia pessoal (TEIXEIRA, 2006, pg.289). Diante da afirmação de que todas as abordagens são igualmente úteis, Rosenbaum (1996) destaca que existem diferenças reais entre as abordagens. Mudança denota tornar-se diferente e essa é a meta de uma abordagem existencial, uma psicoterapia que seja eficaz, que indique confiança, esperança,
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H. Pratt em 1905 enquanto trabalhava com pacientes tuberculosos em Boston dos Estados Unidos da América do Norte (BECHELLI e SANTOS, 2004; BROFMAN, 2008). Porém o termo psicoterapia de grupo só foi utilizado em 1931 por Jacob Levy Moreno (CAMARA, 1987).
Durante o seu trabalho com tuberculosos, J. H. Pratt reunia os pacientes em grupo sob a finalidade de acelerar sua recuperação física tomando medidas sugestivas, para que eles possuíssem boa convivência e cooperassem uns com os outros, economizando, assim, o tempo ao instruir as práticas higiênicas. A esse grupo denominou “classes coletivas”, e seu método era denominado “terapias exortativas paternais que atuam pelo grupo”, ou seja, se valiam das emoções coletivas, porém não as compreendia (CAMARA, 1987).
O criador do termo, Jacob Levy Moreno, foi o maior contribuinte do estudo da psicoterapia de grupo introduzindo a técnica psicodramática, que em seus estudos
“é um testemunho eloqüente da mudança da rigidez do divã para a busca de novas possibilidades na relação terapêutica: a existência humana, a intencionalidade da consciência e a ação, o encontro (e não a transferência) entre os membros do grupo” (PERES, s/d, s/p).

Para Moreno, a psicoterapia de grupo converteu-se em psicoterapia da ação e penetrou em todas as dimensões da existência, em profundidade e amplitude, podendo ser definido como “ciência que explora a verdade por métodos dramáticos” (CAMARA, 1987; PERES, s/d, s/p).
Posteriormente, em 1936, Kurt

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