Relato de um Indio "Ficticio"

1120 palavras 5 páginas
O dia começou como qualquer outro. Assim que o céu começou a ficar novamente azul e o brilho do sol apareceu, todos já começávamos nossos afazeres. As mulheres já haviam pagado água do rio e mandando as crianças se banhar no mesmo. Hoje era dia de plantar as raízes e outros alimentos, tarefa atribuída às mulheres. E nós, homens, ficávamos com a tarefa mais difícil: a de caçar e guerrear. Como, por enquanto, estávamos em paz com as outras tribos, não havia guerra. Mas havia caça. Sendo assim, depois de levar meu filho ao pajé, por causa de uma febre, partimos para caçar e pescar. Como todos os dias, partimos em grupo com nossas lanças e arcos de caça, invadindo floresta adentro. A mata, os animas e as árvores são os nossos deuses, a nossa riqueza. Nós a protegemos e cuidamos como uma mãe cuida de seu bebê, só retirando dela o necessário para nossa própria vida. Passando esse costume de pai para filho ao longo dos tempos. Entretanto, apesar de ter começado como um dia comum, este não foi nem de longe um dia como qualquer outro. Quando estávamos a meio caminho do rio, perto já de um riacho, ouvimos barulhos estranho. Algo estava se aproximando, parecia algum tipo de animal. Mas o que quer que fosse, nunca tinha escutado aquele som. Eram sons de passos misturados com um som grave e continuo, mas com ritmo, como um pássaro que canta pela manhã. Fomos em direção ao som, ao encontro do que quer que estivesse lá. E enfim, nos deparamos com eles. O que eram eu não saberia

Relacionados

  • Resenha de "O fio e os rastros", de Carlo Ginzburg
    4869 palavras | 20 páginas
  • ED 02 Lista de exercicios 2
    1970 palavras | 8 páginas
  • A diversidade social no contexto escolar
    6666 palavras | 27 páginas
  • A religião afro-descendente: candomblé
    13618 palavras | 55 páginas