Resenha - a arte de argumentar

1727 palavras 7 páginas
ABREU, A. S. A arte da argumentar: gerenciando razão e emoção. São Paulo: Ateliê Editorial, 2000.

Antônio Suárez Abreu é professor de lingüística formado em Letras Neolatinas pela PUC-Campinas, com curso pós lato sensu em Lisboa e mestrado e doutorado na Universidade de São Paulo (USP), tendo já ministrado na USP e Unesp. Como autor, escreveu obras de referência em sua área, destacando-se Curso de Redação (12ª edição lançada em 2004), Gramática Mínima (2ª edição lançada em 2006) e “A Arte de Argumentar” (2000).

“A Arte de Argumentar: gerenciando razão e emoção” é um verdadeiro guia para quem quer aprender a se comunicar. É notável com a leitura a percepção do interesse de Antônio Suárez Abreu em orientar o leitor sobre como
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O esforço para ser ético, para expor suas idéias com honestidade e transparência, tem a importante função de fazer com que o locutor adquira credibilidade, tal como lembra o autor. Adquirir credibilidade é um esforço ligado à verdade – deve-se procurar expor verdadeiramente as suas idéias, para adquirir confiança.

Abreu dá continuidade com a exposição do conceito de auditório que explicar ser “o conjunto de pessoas que queremos convencer e persuadir.” (p. 41) e divide então o conceito em dois: o auditório universal, sobre o qual não se tem controle de variáveis, e o particular, sobre o qual esse controle é possível. O esforço de adaptação ao auditório da argumentação é essencial para sua eficácia. Abreu expõe uma máxima importante para tal esforço com um auditório particular, em busca de se manter dentro da ética: “o de nunca manifestar um ponto de vista que não possa ser defendido também dentro de um auditório universal” (p. 42)

Ainda dentro da explicação mais voltada ao processo da argumentação, o autor defende a técnica de se utilizar, antes da apresentação da tese principal, uma tese de adesão inicial, a qual o auditório possa concordar. A ligação entre a tese de adesão inicial e a tese principal fica por conta do que o autor chama de técnicas argumentativas, as quais se dedica no capítulo seguinte. Abreu faz uma divisão de dois grupos para as técnicas: os argumentos quase lógicos e

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