Resenha critica do filme jornada da alma

975 palavras 4 páginas
A trama tem seu início no ano de 1905, quando a família de Sabina, preocupado com o agravado estado mental da jovem (espasmos musculares, delírios, discurso incoerente, impulsos suicidas, etc), e por não saber ao certo como proceder em relação a mesma, decidi levar o caso ao médico Carl Jung, que se vê diante da perfeita oportunidade de testar pela primeira vez os métodos de seu professor Dr. Sigmund Freud. O filme vai mostrando o lado humano da relação médico-paciente, sobretudo considerando, que Jung foi um dos precursores da terapia pela conversa e autoconhecimento, renegando os usos de choques ou artifícios grotescos tão usados em hospitais do gênero.
Aos poucos Sabina começa a perceber em Jung a possibilidade de ser compreendia,
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A justificativa legal neste caso é de que a intimidade e os sentimentos delimitam a análise científica do paciente e prejudicam a avaliação profissional. Mas o objetivo do filme no nosso entendimento foi outro. Apesar de que as cenas do romance foram de beleza ímpar. O diretor deixa bem claro a ideia de que a moral pré-estabelecida, ditas formas de proceder mecanizadas que nem sempre trazem a solução. E de que às vezes é preciso se analisar algo, ou à alguém sob o enfoque pessoal.
O filme mostra também que o lado emotivo foi e continua sendo determinante para cura. É constatável que o lado psicológico estimulado pelas emoções vividas pode servir de “cura” a qualquer mal. É o inconsciente agindo sobre o físico-mental. Percebe-se claramente no filme que Jung, embora discípulo de Freud, não compactuava com muitos de seus métodos, fundamentados exclusivamente na ciência e no materialismo filosófico. Jung era adepto da ideia de espiritualidade, e de que os males psíquicos podem ser determinados por diversos outros aspectos que fogem a comprovação científica, pois Jung via no humano um lado mais transcendental. E neste filme, nós conhecemos um Jung humano, mas sujeito aos padrões sociais de seu tempo, o que nos faz deduzir que o filme é muito mais do que o enfoque da cura pelo sentimento, mas a própria critica à moral vigente. E a razão deste envolvimento, ou o que dele se deduz é mostrar que Jung era um homem comum,

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