Resenha do livro: Educação em língua materna: a sociolinguística na sala de aula

1410 palavras 6 páginas
EDUCAÇÃO EM LÍNGUA MATERNA: A SOCIOLINGUÍSTICA NA
SALA DE AULA

BORTONI-RICARDO, Stella Maris. Educação em Língua Materna: A sociolinguística na sala de aula. Parábola Editorial, São Paulo, março de 2004.
Stella Maris Bortoni-Ricardo é Ph.D em Linguística pela Universidade de Lancaster (Inglaterra). É sociolinguista e etnógrafa. Hoje é professora na Universidade de Brasília (UnB) na Faculdade de Educação. O livro “Educação em Língua Materna: a sociolinguística na sala de aula” possui 7 capítulos, cada um com momento de discussão, reflexão e atividade, o que orienta e ajuda a construir o raciocínio do professor sobre a sociolinguística. No capítulo 1, “A Sociedade Brasileira”, Bortoni-Ricardo
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Por exemplo, os homens e as mulheres possuem jeitos diferentes de falar, as mulheres falam mais com diminutivos como em “Você vai na festinha hoje?”. Também na fala da mulher percebe-se “né?”, “tá?”, “tá bom?” são chamados de marcadores conversacionais. Já os homens marcam suas palavras com palavrões, gírias etc. No Capítulo 5, “O Português Brasileiro”, Bortoni-Ricardo inicia com a distinção entre língua padrão, dialetos, variedades não padrão etc. Ela propõe três contínuos que facilitam a nossa análise do português brasileiro: o contínuo de urbanização, o de oralidade-letramento e o de monitoração estilística. Para melhor entendê-los, a autora nos sugere imaginar o contínuo de urbanização com uma linha imaginária, em uma das pontas dessa linha estão situados os falares rurais isolados, logo depois a área rurbana (formada pelos migrantes de origem rural que preservam seu repertório linguístico e sua cultura) e na outra ponta estão os falares urbanos que, ao longo do processo sócio histórico, foram sofrendo a influência de codificação linguística, sendo hoje referência da definição correta de escrita. Isso ocorreu porque, enquanto os falares rurais ficavam isolados devido às dificuldades de acesso, como rios e montanhas, as comunidades urbanas sofriam a

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