Resenha do livro de hobsbawn

2913 palavras 12 páginas
HOBSBAWN, Erick I. Nações e Nacionalismos desde 1780: programa, mito e realidade. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1990.

Maria de Jesus Vieira

Na introdução de seu livro Erick Hobsbawn deixa bem claro seu objeto de estudo, que é entender os termos nação e nacionalismo em várias épocas reforçando que para entender esses termos é necessário bastante leituras. Comenta que o termo nação não é tão velho como a história, pois o mesmo surgiu nos séculos XVIII e XIX e que o período mais iluminado a respeito desses termos é no período de 1968 – 1988. Hobsbawn enfatiza que é muito difícil distinguir uma nação de outra e critica alguns critérios utilizados por alguns autores para definir uma nação como a língua ou etnias como meio para a existência
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Portanto, concluindo este capítulo percebe-se que nem todo país pode ser considerado como nação, pois para o liberalismo burguês deveria alcançar um estágio de evolução.
No capítulo II o autor trabalha a questão do protonacionalismo popular que caracteriza-se como um vínculo ou união entre as pessoas, onde estas passam a ter uma noção de que possuem algo em comum com as outras, sendo esses vínculos a linguagem, etnicidade, religião e criação de símbolos nacionais. O autor faz uma crítica ao protonacionalismo popular quando diz que este nega a unidade de organização política territorial, onde esse fato é essencial para entendermos nação. Mais a frente o autor comenta que é muito complicado dizer o que constitui o protonacionalismo popular porque implica a descoberta de sentimentos das pessoas alfabetizadas e não-alfabetizadas, estas últimas formando a maioria da população, então esse protonacionalismo popular pode ter surgido de más interpretações. Então para entender realmente o que o constituía, o autor analisou dois aspectos: a linguagem e etnicidade.
Quanto à linguagem o autor comenta que muitas vezes na história era ela quem distinguia um povo de outro e que pertenciam a culturas diferentes, mas Hobsbawn afirma que o que importa é saber se essas barreiras lingüísticas poderiam separar entidades que poderiam ser nações ou potenciais nacionalidades e não meramente grupos que tem problemas em compreender as palavras de

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