Resenha do texto “o homem romântico” capítulo 1 o burgues.

2301 palavras 10 páginas
RESENHA DO TEXTO “O HOMEM ROMÂNTICO” CAPÍTULO 1 O BURGUES.

O Homem Romântico é uma coleção de textos em livro com a direção de François Furet que analisa e aprofunda um debate sobre as movimentações do homem em sua época. Nele se investiga os papeis de um individuo em um período histórico marcado por profunda transformação da sociedade em que ocorre uma transição entre o conservadorismo e o espírito revolucionário. O texto é considerado uma brilhante literatura europeia sobre um processo que se iniciou de algum modo na Revolução Industrial, mas tomou corpo e velocidade a partir do marco inicial da “Era das Revoluções”[1]. O termo Homem Romântico vem após a Revolução Francesa e o estabelecimento do Liberalismo, onde há o aparecimento
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François Furet na introdução do livro dá um grande destaque na importância da mulher dentro desse contexto social do inicio da chamada época romântica, pois para ele na Europa dita romântica a mulher mais do que se rebelou contra velhos costumes da tradição, mas ela também reorganiza o seu papel no interior da sociedade e muda algumas regras tradicionais. A mulher passa a ser um pilar de família e moral, o gênero literário romântico também passa a valorizar o sentimento e ambições femininas.

A mudança dessa época romântica não atinge somente no âmbito da classe média ou das mulheres, sua extensão é bem mais ampla e em diversos pontos desta sociedade, vale ressaltar as modificações: a religião, ela passou a não ser tão forte como anteriormente, já a ciência, fica mais segura sendo considerada como muito confiável. O caso da religião é importante lembrar que esse período é após a reforma protestante, que vem em conjunto com o pensar através das luzes na busca pelos porquês do catolicismo, sendo a Revolução Francesa a causa da retirada da grande importância da Igreja Católica no país, e para o autor a religião mais visível do Homem Romântico é a arte, onde Sergio Giovone[2], este homem renuncia a verdade em troca de uma obsessão estética, cujo esses efeitos são estendidos para a filosofia e a teologia. Diante deste fato vem à origem do termo “mal do século” que se encontra no subjetivismo, finitude, e a

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