Resumo da segunda parte da Ética de Baruch Espinosa

1188 palavras 5 páginas
ESPINOSA, Baruch. Ética. [Parte 2] Trad. J. de Carvalho et al. 2. ed. São Paulo: Abril Cultural, 1979. p. 137-173.

Os pensamentos são singulares, ou seja, são modos de exprimir a natureza de Deus, porém o atributo desse pensamento também pertence a Deus, por isso dizemos que o pensamento é m dos atributos infinitos de Deus e, por conseguinte podemos dizer que Deus é uma coisa pensante. Essa proposição é ainda mais evidente pelo fato de sermos ser infinito pensante, isso nos leva a dizer que necessariamente pensamos de forma infinita somos infinito em relação ao pensamento (p 48).
A ideia de Deus do qual decorre uma infinidade de coisas não pode ser senão única. O ser formal reconhece Deus por causa, na medida em que ele é considerado coisa pensante e não na medida em que se apresentam outros atributos, ou seja, as ideias tanto dos atributos de Deus como das coisas singulares, reconhecem não os a ideia dos objetos, mas sim Deus na medida em que a coisa é pensante (p 49).
Nas definições I e III da segunda parte da Ética, Spinoza afirma que corpo e alma são modos pelos quais se expressam os atributos divinos ou a extensão e o pensamento. Mas, assim como os atributos, corpo e alma não são separáveis enquanto substancialidades distintas, mas exprimem a mesma substância mediante distintas considerações. Deste modo, se a idéia nada mais é que a idéia ou o exercício do pensamento sobre o corpo próprio, não é possível que eu possa julgar segundo o meu entendimento separado

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