Resumo de o capital - a mercadoria

968 palavras 4 páginas
I. A mercadoria

A riqueza das sociedades capitalistas configura-se segundo Marx em “imensa acumulação de mercadorias”, e a mercadoria, vista de forma isolada, é a forma elementar dessa riqueza. A mesma é um objeto externo, ou seja, uma coisa que por suas propriedades, satisfaz as necessidades humanas, seja quais forem essas necessidades. Cada coisa útil pode ser considerada sob duplo aspecto, segundo a qualidade e quantidade. A variedade dos padrões de medida das mercadorias decorre da natureza diversa dos objetos a medir e também da convenção. A utilidade de uma coisa faz dela um valor-de-uso, o mesmo só se realiza com a utilização ou o consumo. Os valores-de-uso constituem o conteúdo material da riqueza, independente da forma
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As mercadorias são, portanto, conjunções de dois fatores matéria fornecida pela natureza e trabalho. A força humana de trabalho em ação ou o trabalho humano puro e simples cria valor, mas não é valor. Torna-se valor, quando se cristaliza na forma de um objeto, seu valor é, portanto, uma realidade apenas social, só podendo manifestar-se, evidentemente, na relação social em que uma mercadoria se troca por outra. As mercadorias possuem forma comum de valor, que se contrasta com a heterogeneidade de sua utilização, de seus valores-de-uso. Essa forma comum é a forma dinheiro do valor. Existem dois pólos da expressão do valor: A forma relativa do valor e a forma equivalente. Uma mercadoria se encontra sob a forma relativa do valor ou sob forma oposta, a de equivalente, de acordo com a posição que ocasionalmente ocupa na expressão do calor, se é mercadoria cujo valor é expresso ou se é mercadoria através da qual se expressa valor. Há também, a forma quantitativa do valor na forma relativa, ou seja, para expressar o valor de uma dada mercadoria nos referimos a uma quantidade de objeto útil. Essa quantidade de mercadoria contém uma quantidade determinada de trabalho humano. A forma do valor tem de exprimir não só o valor geral, mas o valor quantitativamente determinado na produção de uma mercadoria. A mercadoria assume a forma de equivalente, por ser diferentemente trocável por outra, a mesma nesse caso expressa valor, possuindo de modo natural, portanto,

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