Resumo: “desconectados: habilidades, educação e emprego na américa latina” (bid, 2012)

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Resumo: “Desconectados: Habilidades, educação e emprego na América Latina” (BID, 2012)

1. Com o mundo pela frente
O estudo parte da premissa, já lugar-comum, de que os jovens são o futuro da humanidade. Ao mesmo tempo que é depositada uma forte esperança na juventude, uma forte carga de responsabilidade recai sobre eles. Nesse sentido, como estão sendo preparados esses jovens para assumir a função de donos desse futuro? Comos eles se inserem num mercado de trabalho já estabelecido e extremamente competitivo, tendo em vista que o acesso à educação cresce vertiginosamente na América Latina?
A primeira constatação dos autores é a de que quem tenta o ingresso no mundo do trabalho logo após a conclusão do ensino médio está em
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Mais recentemente, foi estabelecida a associação direta entre a qualidade da educação e o desenvolvimento econômico, tratadas no próximo item. Pensando na escolaridade, os autores fizeram uma comparação entre os países da América Latina, tendo em vista compará-los com os índices dos países mais desenvolvidos da OCDE (Organização para Cooperação do Desenvolvimento Econômico).
Em termos de alunos matriculados, houve um grande avanço nos países da América Latina: 95% das crianças em idade correspondente ao primeiro grau estão matriculadas e 73% dos jovens estão matriculados em escolas de segundo grau, superando os 65% da década de 1990. O primeiro índice se aproxima ao da OCDE, que tem 96% das crianças matriculadas, mas ainda está aquém em relação ao segundo grau, onde o nível de adesão nos países mais avançados chega a 91%. Há um claro avanço, mas ainda uma defasagem comparativa.
Em termos de média de anos de estudo, os alunos dos países mais avançados da OCDE tem, em média, 11,9 anos de educação, enquanto que, na Argentina, o índice chega a 10,5, no Brasil a 9,2 (em zonas urbanas), no Chile 11, no Peru 10,7 e no Panamá a média de anos de estudo é de 9,9 anos.
A diferença, já grande, é ainda maior quando se verifica a qualidade de aprendizado dos sistemas educadionais na América Latina, em comparação com a dos países da OCDE. Os dados obtidos na prova

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