Simmel: a cidade e o estrangeiro

1815 palavras 8 páginas
RESENHA CRÍTICA

Simmel: a cidade, o estrangeiro e suas contribuições para as relações internacionais

Entender três dimensões distintas – o indivíduo, a cidade e as relações internacionais – é uma pretensão arriscada, que talvez não caiba numa resenha, sobretudo quando a proposta é compreendê-las como elementos que coexistem. Antes de explanar as considerações a respeito desta perspectiva, é necessário, porém, refletir e levantar as principais contribuições de Georg Simmel, aqui apresentado por dois principais textos: “O estrangeiro” e “As grandes cidades e a vida do espírito”, trabalhados no primeiro módulo do curso de Sociologia III.
George Simmel, sociólogo alemão, foi um grande teórico do seu tempo, fazendo com que suas
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Nota-se, assim, as noções de condição, significado e ação, o que representam a essência e a sutileza entre forma individual e as relações subjetivas do estrangeiro com os habitantes.
Para se realizar uma leitura mais eficaz que contemple a reflexão do texto, é importante destacar alguns conceitos trabalhados por Simmel. A ideia de “grupos sociais” emerge de uma significância entre os habitantes e o “outro”; ou seja, o estrangeiro só se situa nesta posição porque não pertence àquela realidade desde o início. Vale salientar que isto se constata quando o autor traz a percepção de que o estrangeiro introduz “qualidades no próprio grupo”, o que é relevante para se compreender os processos históricos e a formação – à nível macro – da pluralidade cultural das grandes cidades.
O papel que o sujeito estrangeiro incorpora está firmado, principalmente, em dois aspectos fundamentais: 1) na sua liberdade como viajante, no ir e vir que lhe direciona e o impulsiona a outro lugar – novo e estranho, tanto para ele, quanto para os que o percebem; 2) numa forma específica de interação que é, em suma, um fator-chave na relação entre proximidade e distância. Estes últimos legitimam os agrupamentos sociais e (re)significam suas

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