Sinopse do filme bicho de sete cabeças

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Bicho de Sete Cabeças é um filme de drama brasileiro de 2001, baseado no livro autobiográfico de Austregésilo Carrano Bueno, Canto dos Malditos, ocorrido nos anos 70, e apresenta mais uma abordagem anti-asilamento do que uma preocupação com a prevenção e o tratamento do uso das drogas.
O filme conta a história de Neto, um jovem de classe média baixa, pertencente a uma família totalmente desestruturada, em que os pais descobrem um cigarro de maconha em sua jaqueta e são aconselhados a internar o filho numa instituição psiquiátrica para ajudar no tratamento de reabilitação do vício de drogas. Instituição esta que usava de recursos tortuosos para lidar com os pacientes, fazendo cada vez mais seus internos, sequelados ao longo de suas
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A internação é mais uma tentativa de se afirmar o poder paterno. No caso de Neto, percebe-se uma tentativa de lutar contra a decisão do pai de interná-lo em um sanatório.
“Segundo Foucault,” o controle punitivo dos desvios de conduta na sociedade, pode ser efetuado, além da justiça, por uma série de outros poderes, como a policia e toda uma rede de instituições de vigilância e correção. “É a ideia do controle social.”
O louco torna-se, nesse contexto, algo que se fabrica. Neto possui, inicialmente, um corpo inapto para a instituição, não possui a aparência nem o comportamento que o sistema deseja. Desse corpo inapto faz-se a máquina de que se precisa. A cada comprimido e a cada sessão de eletrochoque, Neto vai perdendo as suas características particulares e se tornando um ser robotizado, um “homem-máquina”, dócil, adestrado, “que pode ser submetido, que pode ser utilizado, que pode ser transformado e aperfeiçoado”.
Vemos, então, a partir do filme Bicho de sete cabeças, a utilização do corpo como objeto e como alvo de poder. Poder corroborado pelo discurso médico que define quem está com a razão e quem está privado dela. Através da palavra falada, Dr. Cintra constrói e apresenta à família um Neto com status de louco, que possui corpo e mente mutilados pelo discurso e pelas ações dos pais e da sociedade como um todo. De acordo com Foucault, “a grande atenção dedicada ao corpo - ao corpo que se manipula, se modela se treina, que obedece, responde (...)”, possui

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