Socrates

1198 palavras 5 páginas
I. EXÓRDIDO Não sei, Atenienses, que influência exerceram meus acusadores em vosso espírito; a mim próprio, quase me fizeram esquecer quem sou, tal a força de persuasão de sua eloqüência. Verdade, porém, a bem dizer, não proferiram nenhuma. Uma, sobretudo me assombrou das muitas eleivosias que assacaram: a recomendação da cautela para não vos deixardes embair pelo orador formidável que sou.

II. DUAS CLASSES DE ACUSADORES

Com efeito, muitos acusadores tenho junto de vós, há muitos anos, que nada dizem de verdadeiro. Mais temíveis, porém, senhores, são aqueles, que, encarregando-se da educação da maioria de vós desde de meninos, fizeram-vos crer, com acusações inteiramente falsas, que existe certo Sócrates, homem instruído, que estuda os fenômenos celestes, que investigou tudo o que há debaixo da terra e que faz prevalecer a razão mais fraca.

Depois esses acusadores são numerosos e vêm acusando há muito tempo, as acusações eram feitas a inteira revelia, sem defensor algum. De tudo, o que tem menos sentido é não se poderem dizer nem saber o seu nome, salvo quando se trata, porventura, de um autor de comédias. O defensor é inevitavelmente obrigado a combater como que sombras, a replicar sem tréplica. Em conclusão, concordai comigo em que meus acusadores são de duas classes; os que acabam de me acusar-me e os de antanho, a quem aludi; admiti, também, que destes deva me defender em primeiro lugar, pois que as acusações destes ouvido

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