Teoria do conhecimento na antiguidade e na idade media

958 palavras 4 páginas
Teoria do conhecimento na Idade Média
Aquilo que a verdade descobrir não pode contrariar aos livros sagrados, quer do Antigo quer do Novo Testamento. (Santo Agostinho)

1. A patrística
No período de decadência do Império Romano, quando o cristianismo ,se expande, surge a partir do século II a filosofia dos Pa¬dres da Igreja, conhecida também como patrística. No esforço de converter os pagãos, combater as heresias e justificar a fé, desen¬volvem a apologética, elaborando textos de defesa do cristianismo. Começa aí uma longa aliança entre fé e razão que se estende por toda a Idade Média e em que a razão é considerada auxiliar da fé e a ela subordinada. Daí a ex-pressão agostiniana "Credo ut intelligam", que significa "Creio para que
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No entanto, a partir do século XI, com o renascimento urbano, começam a surgir ameaças de ruptura da unidade da Igreja, e as heresias anunciam o novo tempo de contesta¬ção e debates em que a razão busca sua auto¬nomia. Inúmeras universidades aparecem por toda a Europa e são indicativas do gosto pelo racional, tornando-se focos por excelência de fermentação intelectual.
Durante muito tempo predomina na Ida¬de Média a influência da filosofia de Platão, considerada mais adaptável aos ideais cris-tãos. O pensamento de Aristóteles era visto com desconfiança, ainda mais pelo fato de os árabes terem feito interpretações tidas como perigosas para a fé.
A partir do século XIII, Santo Tomás utiliza as traduções feitas diretamente do gre¬go e faz a síntese mais fecunda da escolástica, e que será conhecida como filosofia aristotélico-tomista. Daí para frente a influência de Aristóteles se fará sentir de maneira forte, so¬bretudo pela ação dos padres dominicanos e mais tarde dos jesuítas, que desde o Renasci¬mento, e por vários séculos, mostraram-se empenhados na formação dos jovens.
Se por um momento a recuperação do aristotelismo constitui um recurso fecundo para Santo Tomás, já no período final da escolástica toma-se um entrave para o desen¬volvimento da ciência. Basta lembrar a crítica de Descartes e a luta de Galileu contra o saber petrificado da escolástica decadente.

A questão dos universais
Aristóteles não será conhecido na

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